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Uma semana de antibiótico e…defesa do corpo mais fraca por até dois anos!


Você sabia que tomar antibiótico durante uma semana pode prejudicar as defesas do seu organismo por até dois anos? Talvez esteja na hora de pensar duas vezes antes de recorrer a esse tipo de medicamento!

A conclusão é de um estudo realizado pelo Instituto Sueco para Controle de Doenças Infecciosas.

Para você entender…

A flora intestinal é o nome dado às bactérias que vivem na parede do intestino. Lá existem centenas de espécies de micro-organismos, protetores ou prejudiciais à saúde, que convivem em equilíbrio.

As bactérias consideradas “boas” têm funções metabólicas, como ajudar no funcionamento do intestino, na absorção de gordura e vitamina B12 e na produção de ácido fólico. Sua função mais importante é controlar as bactérias desfavoráveis. Sem elas, nós viveríamos constantemente com infecções.

E qual é a novidade?

Que os antibióticos têm efeito na flora intestinal, isso todo mundo já sabia. A novidade é que essas alterações duram muito mais tempo do que se pensava. E não importa se o uso do antibiótico é feito de forma correta ou incorreta, por mais ou menos tempo do que o necessário. O efeito será o mesmo.

Entre as consequências mais comuns do desequilíbrio da flora intestinal, estão diarreias, disfunção intestinal e inflamações (colites).

Lembre-se: gripes, resfriados ou dores de cabeça não devem ser tratados com antibióticos. Consulte sempre seu médico antes de se automedicar!

E as superbactérias?

As superbactérias são mais um fator para que não se use indiscriminadamente os antibióticos.

Se uma pessoa contrair, por exemplo, uma bactéria e ela não responder ao antibiótico tomado, fará com que o paciente permaneça mais tempo doente, aumentando suas chances de contaminação. Além disso, as bactérias resistentes permanecerão no organismo até o surgimento de uma nova infecção, causada por outra bactéria.

Com o uso do antibiótico para conter essa nova infecção, as bactérias resistentes começam a se multiplicar, ocupando espaços naquelas que foram enfraquecidas pelo medicamento.

A bactéria mais forte transmite assim sua resistência para as outras ao seu redor, criando as superbactérias.

Os animais também entram nesse time!

Segundo a pesquisadora alemã Kornelia Smalla, do instituto Julius Kühn, controlar o uso de antibióticos em pessoas não é suficiente para conter superbactérias. Ela defende a redução do uso dessas drogas também em animais.

Para Smalla, o problema é misturar antibióticos à ração para estimular o crescimento de porcos, bois e frangos. A prática, proibida na Europa desde a década de 90, ainda é permitida no Brasil. No ano passado, o senador Tião Viana (PT/AC) apresentou projeto de lei para aboli-la, mas o texto está parado na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado.

A pesquisadora afirma que até o uso restrito ao tratamento de doenças traz riscos. Como os animais ficam confinados juntos, a ocorrência de uma doença em alguns resulta na distribuição de antibióticos para todos, o que favorece a disseminação das superbactérias. “Algumas bactérias têm genes que as protegem dos antibióticos. Quando usamos esses medicamentos, elas são as únicas que sobrevivem”, destaca.

Com o ambiente livre dos outros micróbios, elas passam a se multiplicar de forma rápida, o que eleva o risco de que, um dia, entrem em contato com pessoas com baixas defesas. O resultado são infecções que podem até matar.

A situação fica mais grave porque as bactérias trocam informações genéticas: um organismo inofensivo ao homem que se prolifere pela capacidade de resistir a antibióticos, contribui para que outro, patogênico, também ganhe essa característica. “O antibiótico não age só sobre os causadores de doenças, mas sobre todas as bactérias”, explica.

*Com informações FSP.

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