Plástico nocivo: O perigo do bisfenol A em embalagens e produtos infantis
Ele está presente em latas de refrigerante, embalagens plásticas de alimentos, computadores, celulares, copos, brinquedos, mamadeiras…
O bisfenol A (BPA) é um componente quÃmico utilizado na confecção de alguns tipos de plástico e no revestimento interno de latas de comida e bebida. Mas qual é o problema com ele?
O composto quÃmico é apontado por organizações de consumidores e parte da comunidade cientÃfica como responsável por trazer riscos ao organismo.
Pesquisas têm associado o contato com a substância a maior probabilidade de desenvolver doenças cardÃacas, diabetes, câncer de mama, obesidade, hiperatividade, puberdade precoce e queda da fertilidade em adultos.
Uma das maiores preocupações com o bisfenol A é em grávidas e em crianças pequenas. A substância pertence a uma classe de quÃmicos que podem atrapalhar as funções endócrinas e alterar o funcionamento do hormônio feminino estrogênio.
Fertilidade
Recentemente, o periódico “Fertility and Sterility” (EUA) publicou um estudo que analisou 218 operários chineses – 130 expostos diariamente a altos nÃveis do produto quÃmico e outros 88 livres dessa substância. Os resultados mostraram que os trabalhadores com vestÃgios de BPA na urina apresentavam risco três vezes maior de produzir sêmen de pior qualidade, o que pode resultar na diminuição da fertilidade.
Pelo mundo
Canadá, Dinamarca, França e Costa Rica já vetaram o uso de bisfenol A em mamadeiras e copos infantis. Na Inglaterra, local onde a substância está presente em quase todos os produtos voltados para crianças, as empresas de mamadeira estão silenciosamente retirando o bisfenol A de seus produtos.
O Food and Drug Administration (FDA), órgão regulador americano, fez um alerta e pediu que os pais reduzissem a exposição de seus filhos a embalagens plásticas, mamadeiras, chupetas, copinhos e até brinquedos contendo a substância.
No Brasil
O Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) defende a proibição do uso de bisfenol A e, antes disso, a adoção de avisos nos rótulos de todos os produtos que contenham a substância.
A Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária estabelece o limite de 0,6 miligrama de BPA por quilo de embalagem alimentÃcia. Segundo a Vigilância Sanitária, “dentro desse parâmetro, a substância não oferece risco para a saúde da população.”
Grandes empresas alimentÃcias, como Nestlé, Heinz e General Mills, já anunciaram esforços para banir o uso de bisfenol A de suas embalagens dentro de alguns anos. No Senado, tramita projeto de lei para banir o uso do BPA em produtos infantis.
Um estudo feito pela Universidade de Cleveland (Ohio/EUA) indica que 90% dos adultos têm traços de bisfenol A no organismo.
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Blog da Saúde
8 de novembro de 2010











e as garrafas de refrigerantes?