Lembra aquela história de que morar perto de uma antena de celular aumentava o risco de câncer?
Quem vive a até 100 m de antena de celular tem 33% mais risco de morrer de câncer do que a população geral. A informação é de uma pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais.
Para o estudo, a engenheira Adilza Condessa Dode cruzou dados sobre mortes por tumores entre 1996 e 2006, em Belo Horizonte/MG, com áreas onde essas pessoas moravam e a localização das antenas de celular.
A pesquisa apontou que os moradores de um raio de até mil metros das antenas apresentaram risco maior de desenvolver câncer. “O celular você desliga. A antena, não”, ressalta a engenheira.
De acordo com o levantamento, próstata, mama, pulmão, intestino, pele e tireóide são tumores já associados esse tipo de radiação.
Mas e o celular, também é prejudicial?
O engenheiro Alvaro Augusto Salles, professor de telecomunicações na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, criou um modelo do cérebro baseado na tomografia de uma criança para simular efeitos da radiação.
Segundo ele, as ondas têm efeitos térmicos (por isso a orelha esquenta quando se usa o celular), podendo causar quebras nas fitas que formam a dupla-hélice do DNA e levar a mutações e tumores. Os riscos são maiores nas crianças, cujos tecidos estão se reproduzindo mais rápido.
Salles informa que, quando usamos o celular encostado na orelha, 75% da energia que seria usada na conexão é absorvida pela cabeça. Para o engenheiro, se os celulares usarem antenas que direcionem a energia para o lado oposto ao da cabeça, o risco cairá muito.
“O futuro é o uso dessa tecnologia, mas está demorando. São 5 bilhões de usuários. Mesmo que o risco seja pequeno, muitos podem ser afetados”, ressalta o professor de telecomunicações na Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
É preciso mais informações, no entanto, sem ignorar os dados constatados
Já para o médico Edson Amaro Jr., professor de radiologia da USP – Universidade de São Paulo, o estudo realizado em MG não é fechado. Ou seja, não foram controlados em paralelo os hábitos de quem morava perto das antenas.
Ele ressalta ainda que o celular não deve ser isolado como causa de problemas, já que o homem polui o ambiente com outras formas de ondas eletromagnéticas.
O médico exemplifica lembrando que o sol é causa de câncer de pele e quando você se expõe ao as radiações solares, em situações extremas, isso equivale a fazer exames de raio-X.
O que diferencia os tipos de radiação é a frequência. Quanto maior a frequência, maior a energia, e maior são os riscos de efeitos nocivos.
Conclusão: “Se você não precisa, não use celular, e se você não precisa, não se exponha ao sol“, diz Amaro.
Outro lado
De acordo com Aderbal Bonturi Pereira, diretor do MMF (Mobile Manufacturers Forum), entidade internacional que representa os fabricantes de aparelhos móveis e financia pesquisas sobre a segurança dos celulares, informa que não existe comprovação científica de que a exposição à radiação de antenas e celulares possa causar dano à saúde.
O diretor do MMF diz que os limites de exposição à radiação, seguidos no mundo todo, têm ampla margem de segurança e não há risco mesmo em contato prolongado com o aparelho.
Segundo a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), os aparelhos vendidos no Brasil são certificados e devem apresentar os limites de absorção de radiação conforme os padrões. As antenas também são fiscalizadas.
*Com informações da FSP.
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Blog da Saúde
8 de novembro de 2010












Moro debaixo de uma torre de celular que tem 62 metros de altura e já faz 20 meses.Corro algum risco de desenvolver câncer?Aguardo resposta.
Olá Arlindo, como você pode ler no post acima há pesquisas que dizem que quem mora perto de antenas tem mais chances e outros que tentam comprovar que o estudo possue falhas e, portanto, nada pode ser comprovado. É um assunto ainda em pauta.
Abs.
eu moro perto de uma torre de celular que tem uns 63 metros de altura e ja faz uns 7 anos,fui pro medico pra saber se eu tinha risco de desenvolver um cancer e o medico disse que nao. o que eu faco?
Reginaldo, as opiniões de especialistas sobre o assunto ainda divergem – o que significa que não há um estudo que comprove, sem sombra de dúvidas, a relação das torres e o risco de desenvolver um câncer. No estudo divulgado na matéria, veja o que diz um dos especialistas: "Já para o médico Edson Amaro Jr., professor de radiologia da USP – Universidade de São Paulo, o estudo realizado em MG não é fechado. Ou seja, não foram controlados em paralelo os hábitos de quem morava perto das antenas". Mais pesquisas precisam ser desenvolvidas sobre o assunto. Abraços