Botox para o Parkinson, paralisia e enxaqueca?
A utilização do Botox para apagar os efeitos do tempo e mascarar as rugas todo mundo já conhece. Mas você sabia que ele pode contribuir muito também no campo da saúde?
Cientistas britânicos desenvolveram uma nova forma de unir e reconstruir moléculas e usá-las para refinar o Botox. A técnica pode melhorar a utilização do antirrugas no tratamento do Parkinson, paralisia cerebral e enxaqueca crônica.
O método empregado pelos especialistas do Laboratório de Biologia Molecular do Conselho Britânico de Pesquisa Médica gerou uma molécula refinada que pode ser útil para uso clÃnico, sem efeitos tóxicos indesejáveis.
Analgésicos
Os pesquisadores disseram que suas descobertas levantam a possibilidade de desenvolver novas formas da toxina botulÃnica para serem usadas como analgésicos de longa duração.
“Agora será possÃvel produzir medicamentos à base de Botox de uma forma mais segura e econômica”, disse em comunicado Bazbek Davletov, que dirigiu o trabalho, publicado na revista Proceedings of National Academy of Sciences (PNAS).
O método permiti que os cientistas desenvolvam uma maneira de aliviar a dor crônica pelo tempo de duração de uma injeção de Botox – que varia de 4 a 6 meses.
Ampla atuação
O Botox tem sido cada vez mais usado como tratamento médico, por relaxar músculos e nervos, diminuir a dor, além de aliviar espasmos musculares e tremores, sintomas caracterÃsticos dos pacientes com Parkinson, por exemplo.
Em julho, o Reino Unido se tornou o primeiro paÃs a aprovar o Botox para tratamento de enxaqueca. Mas a substância é extremamente tóxica e só pode ser utilizada bastante diluÃda, fator que tem limitado a ampliação de seu uso para outros fins.
“Esta é a primeira vez em que fomos capazes de tratar as moléculas de proteÃna, como blocos de construção, combinando-as a fim de criar uma base de tratamento que não era possÃvel anteriormente”, ressaltou Davletov.
Brasil
No Brasil, o Botox é legalmente usado no tratamento de problemas como contrações involuntárias da musculatura em diversas partes do corpo, estrabismo, sequelas de AVC, bexiga hiperativa e hiperidrose (suor excessivo).
*Com informações da Reuters.
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Blog da Saúde
6 de outubro de 2010











Não fazia ideia disso! Muito bom saber!
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