Mitos e verdades: comida japonesa X dieta
Nossa dieta é bastante diferente da oriental: uma das razões para admirarmos tanto o sabor da comida japonesa.
Na tradicional culinária brasileira, compartilhamos o arroz como cardápio comum – ainda que preparado de maneira diferente. O peixe, exceto em algumas regiões, era raro nas mesas brasileiras, assim como o chá verde, substituído pelo nosso tradicional cafezinho.
Atualmente, brasileiros influenciaram a culinária japonesa e vice-versa. E, hoje, quando um brasileiro diz que gosta de comida japonesa, ele provavelmente se refere ao sushi e ao sashimi.
Por aqui, o peixe cru virou sinônimo dessa culinária, que guarda um repertório muito mais rico e diversificado, como afirma a nutricionista Dra. Amanda Epifânio Pereira.
Em primeiro lugar, é recomendado se alimentar de peixe, fonte de ômega-3, pelo menos uma vez por semana. Mas é importante ressaltar que o salmão, apesar de muito saudável, confere elevado valor calórico às dietas e, por isso, deve ser consumido com moderação.
A comida japonesa pode ser bem completa em termos nutricionais, segundo a Dra. Amanda
- O arroz supre nossas necessidades de carboidrato, um nutriente essencial para qualquer dieta.
- Peixes ou frutos do mar, além de serem proteínas de excelente valor nutricional, são fontes importantes de cálcio, sódio, potássio, fósforo, vitaminas do complexo B, e, em menor quantidade, de ferro e de zinco. Alguns peixes, como salmão, sardinha e arenque, ainda contêm a chamada gordura do bem ou o ômega-3, que exerce um efeito protetor cardiovascular.
- Legumes completam as necessidades nutricionais em termos de vitaminas e minerais.
Apesar de saudável e completa, a culinária japonesa também oferece preparações que devem ser evitadas, como as frituras. Outra dica importante para evitar excessos em restaurantes japoneses é escolher pratos combinados, em vez das opções de rodízio.
“Eu quero rodízio, por favor”
Quase ninguém troca o coma-o-quanto-quiser pelas porções, mesmo sabendo que, no rodízio, os sushis são preparados de forma mecânica.
Quando a refeição termina, você ingeriu mais de 2.000 calorias. Um total energético muitas vezes superior à recomendação de um dia inteiro.
O tempero japonês mais tradicional é o shoyo, que contém açúcar e sódio, nutrientes que devem ser consumidos com moderação por pessoas com pressão alta ou diabetes.
A Dra. Amanda lembra que como a preparação japonesa não leva quase nenhum outro tempero, o uso de molho de soja não eleva de forma significativa a quantidade de sódio, porém quando esse tempero é utilizado em saladas ou em preparações como carnes bovinas ou frango, o sal deve ser controlado.
O açúcar no molho de soja e em vários molhos tradicionais da culinária japonesa é o grande responsável pelo aumento das calorias no prato, assim, pessoas que desejam emagrecer ou manter o peso devem consumir moderadamente.
Pacientes diabéticos devem ter cuidado redobrado, pois além da presença de açúcar em vários molhos, o arroz é muito presente nessa culinária, duas fontes importantes de carboidratos, responsáveis por elevar o açúcar no sangue, quando consumidos exageradamente – alerta.
O Culinária Japonesa preparou uma lista de calorias para que você não se iluda na hora de se alimentar. Confira:
Sushi
2 unidades
Salmão: 85,54 kcal
Atum: 47,56 kcal
Camarão: 70,40 kcal
Skin: 54,48 kcal
Sashimi
5 unidades
Salmão: 126,60 kcal
Atum: 87,60 kcal
Tilápia: 36,90 kcal
Temaki
Salmão: 189,98 kcal
Atum: 157,48 kcal
Camarão: 190,46 kcal
Kani: 107,41 kcal
Califórnia: 113,11 kcal
Uramaki
8 unidades
Califórnia: 203,74 kcal
Skin: 200,10 kcal
Atum: 239,15 kcal
Guioza (6 unidades): 413,23 kcal
Yakissoba: 819,83 kcal
Tempurá: 703,01 kcal
Shimeji: 119,10 kcal
Missoshiru: 71,98 kcal
Essencial é prestar atenção no higiene do estabelecimento que precisa seguir as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Para consumir um peixe cru com segurança é necessário que ele passe por um processo de congelamento sob temperatura de -20ºC por 7 dias ou -35ºC por 15 horas, de acordo com as recomendações da ANVISA.
*Dra. Amanda Epifânio Pereira é nutricionista, graduada pelo Centro Universitário São Camilo, em São Paulo, com especialização em Nutrição de Doenças Crônicas pelo Hospital Israelita Albert Eistein. Além de integrar o corpo clínico do CITE, acaba de concluir o Curso de Atualização em Transtornos Alimentares na Unifesp. Colunista do site Clube da Longevidade Vida Moderna e do Blog Comer sem Culpa do UOL. CRN – 3:17153
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Blog da Saúde
22 de setembro de 2010











Wow.. Bateu aquela vontade de comida Japonesa… Uma Alimentação saudável é um dos pilares para uma vida de realizações… Lembre-se: Voce é aquilo que voce come. Grande abraço, @AdoroEsporte