Amamentação: Hora de organizar o cardápio e escolher os alimentos certos
Um dos períodos mais especiais da vida de uma mãe é a amamentação. Durante os primeiros meses, quando o bebê ingere exclusivamente o leite materno, a alimentação da mulher deve ser equilibrada e incluir muito prazer e nada de estresse.
A dica é evitar excessos, comer com prazer e sem culpa. Doces devem ser evitados, mas, se ingeridos em quantidade moderada, não fazem mal para a mãe nem para o bebê.
Bebidas alcoólicas e cigarro não combinam com amamentação. É preciso lembrar que tudo o que a mãe consome passa para o bebê pelo leite.
Não existe mulher com o leite ruim ou leite fraco! Toda mãe produz o leite ideal para o seu filho. Portanto, nada de colocar mil caraminholas na cabeça achando que o seu bebê não está sendo bem alimentado.
95% das mulheres produzem leite na quantidade adequada para alimentar bem a criança!
Será que posso comer isso? Será que é forte demais para o bebê?
A princípio não há alimentos proibidos. O correto é manter uma alimentação saudável, com bastante leite, água e sucos, e assim estimular a produção de leite.
Alguns bebês podem ser sensíveis a um determinado tipo de alimento que a mãe consome. Então, ao ingerir temperos fortes, por exemplo, fique de olho na reação do bebê. Ele pode ficar agitado ou apresentar alguma alergia.
Em situações de suspeita de alergia alimentar no bebê, durante aleitamento materno exclusivo, é possível adotar uma dieta hipoalergênica para a mãe, mas isso somente com recomendação médica!
Nada de dieta!
É bom lembrar que durante a amamentação não há razão para iniciar uma dieta. Ela pode comprometer a produção e a quantidade de leite e, consequentemente, prejudicar a nutrição do bebê.
Para produzir uma boa quantidade de leite, a mãe precisa de uma alimentação balanceada, com aproximadamente 2500 calorias por dia, e muitos copos de água ou qualquer outro líquido.
As mães vegetarianas devem redobrar os cuidados com a alimentação e se certificar de ingerir vitaminas e minerais suficientes para alimentar ela e o bebê.
Uma consulta com um nutricionista pode ser a melhor opção para elaborar um cardápio adequado, com refeições e lanches saudáveis!
Consuma
- Banana: Rica em triptofano, ajuda na produção de serotonina, responsável pela sensação de bem-estar;
- Peixe: Não pode faltar na dieta materna. O alimento ajuda no desenvolvimento neurológico e visual do bebê;
- Líquido: É importante a ingestão de pelo menos um litro e meio por dia. Eles ajudam na produção de leite;
- Folhas verde-escuras: Agrião, couve e brócolis ajudam a mãe a ter mais energia durante o período de amamentação.
Evite
- Cafeína: O consumo elevado pode tornar o bebê inquieto e agitado;
- Chás em excesso: Mesmo os de ervas, como camomila e hortelã, não podem passar de uma xícara por dia. Ao invés de acalmar, o bebê pode ter cólica;
- Creme de leite: Por ter muita gordura, o ingrediente deve ficar fora do cardápio durante a amamentação;
- Grãos: Ajudam a formar gases no bebê. O ideal é deixar de molho um dia antes de consumir.
Fique de olho!
- Comer de 3 em 3 horas: O ideal é fazer, no mínimo, cinco refeições diárias em horários regulares. O hábito ativa o metabolismo materno;
- Mastigar bem: O correto é comer devagar e mastigar bem os alimentos. A mãe não deve sentar ou deitar logo após as refeições;
- Integrais: A preferência é pelos carboidratos integrais, que garantem energia e saciam por mais tempo;
- Deixe a culpa para lá: Com equilíbrio, é possível comer de tudo um pouco, sem passar vontade;
- Cabeça tranquila: Além de cuidar da saúde, é preciso estar bem psicologicamente. O estado da mãe influencia na produção do leite.
E a alimentação do bebê?
Se filho viesse com manual de instruções, o primeiro capítulo seria: oferecer exclusivamente leite materno até os 6 meses.
Não restam dúvidas que a amamentação exclusiva durante os primeiros meses de vida do bebê é importante. São muitos os benefícios para o desenvolvimento e crescimento da criança.
O leite materno contém substâncias que regulam o sistema imunológico. É como se ele ensinasse as células de defesa como funcionar direito. Quanto maior o período de aleitamento, por exemplo, menor é o risco de problemas respiratórios no início da infância.
A introdução das comidas sólidas deve começar aos 6 meses. O ideal é equilibrar porções de carboidratos, proteínas, vitaminas, minerais e fibras, amassando os alimentos com o garfo, para preservar sua textura e estimular a mastigação.
A presença de ferro, zinco e vitaminas A e C é essencial para que a saúde e o crescimento não sejam comprometidos.
Um dos principais desafios começa por volta do oitavo mês, quando a criança já é capaz de pedir alimentos por meio de gestos e segurá-los com as mãos.
Com a falsa impressão de que a curiosidade do filho é vontade de experimentar a comida, alguns pais oferecem doces e frituras nessa idade. Errado! Esses sabores ficam registrados no cérebro infantil e, aí, surge a resistência aos itens mais saudáveis.
Segundo um levantamento da Sociedade Brasileira de Pediatria, tem bebê de 6 meses tomando até refrigerante! O excesso de bebidas açucaradas, salgadinhos e itens do gênero costumam custar quilos a mais.
Os alimentos naturais são sempre a melhor opção para a saúde como um todo e ainda mais especificamente para os pulmões.
A formação do paladar se estende aproximadamente até os 3 anos. Até lá, uma rotina alimentar disciplinada, de preferência com seis refeições diárias, é fundamental para fortalecer também as defesas do organismo.
Vale ressaltar ainda que o exemplo dos pais à mesa faz toda a diferença nessa etapa. Diferença que fica para o resto da vida!
Complemento alimentar a recém-nascidos prejudica o aleitamento e contraria regras da Sociedade Brasileira de Pediatria.
A OMS tem uma lista de razões aceitáveis para o uso do leite artificial, mas há situações não listadas em que a complementação se justifica, como quando o bebê ou a mãe tem algum problema.
Por exemplo, bebês portadores de doenças hereditárias, como a fenilcetonúria, não podem receber o leite materno.
Bebês nascidos antes da 32ª semana de gestação ou com menos de 1,5 kg ou aqueles com risco de hipoglicemia por problemas de adaptação metabólica ou demanda aumentada de glicose, podem precisar de complemento mesmo mamando no peito.
Quando não é possível amamentar, o ideal recorrer ao banco de leite. Artificial, só em último caso!
1º de agosto – Dia Mundial da Amamentação!
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30 de julho de 2010














