Você come cachorro-quente em barraquinhas de rua?
Depois de uma festa, para um almoço rápido, um lanchinho no meio da tarde ou na porta do estádio…você tem o hábito de comer cachorro-quente na rua?
Atenção! Um estudo realizado pela Vigilância Sanitária Municipal de São Paulo, órgão da Coordenação de Vigilância em Saúde (Covisa), com vendedores de cachorro-quente motorizados na capital revela: 10 de 30 vans abordadas por fiscais sanitários têm bactérias que causam diarreia.
Foram encontrados coliformes fecais e outros três tipos de micro-organismos em nÃvel suficiente para levar a infecções alimentares. Essas bactérias indicam que os alimentos foram preparados sem higiene.
O estudo informa também que os carrinhos não mantém a temperatura adequada para conservar os produtos, nem documentação para funcionar (em 33,33% dos casos). Foram identificados ainda problemas quanto à higiene da manipulação dos alimentos na hora da preparação e venda.
Consequências
A diarreia não costuma durar mais que um dia. No entanto, em alguns casos o doente precisa ser internado.
Nem mesmo o fato de a salsicha ser fervida garante um alimento livre de micro-organismos.
O estafilococo, por exemplo, é morto quando se ferve a água. Assim que morre, porém, libera uma toxina que provoca diarreia.
A pesquisa
Os técnicos avaliaram as condições higiênico-sanitárias das instalações e a preparação dos lanches.
Os cachorros-quentes foram recolhidos entre janeiro e março, em diferentes bairros, por fiscais sanitários da prefeitura e pesquisadores da entidade de defesa do consumidor ProTeste.
Agora, a coordenação dará continuidade ao estudo, com coleta de amostras das mãos dos manipuladores e avaliação dos utensÃlios utilizados.
A venda de cachorro-quente na rua é regulamentada por lei?
O resultado da fiscalização preocupa. O cachorro-quente é a única comida com venda liberada nas ruas de São Paulo. O acarajé e o yakisoba, por exemplo, estão proibidos.
Existe uma legislação especÃfica para regular a comercialização do lanche por vendedores motorizados (decreto 42.242 de agosto de 2002).
Ao todo, 434 profissionais estão cadastrados na Covisa (sem contar os clandestinos).
O trabalho de fiscalização é realizado diariamente pelos técnicos. Após os resultados, a Covisa pretende intensificar a divulgação de cursos de boas práticas aos comerciantes.
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Blog da Saúde
16 de julho de 2010












Muito importante esclarecer sobre esse assunto. É muito comum as pessoas comerem lanches de barraquinhas e não saberem as condições em que o alimento se encontra.