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Osteoporose em homens? Hoje é mais comum do que se imagina!


Com maior incidência entre as mulheres, a osteoporose hoje traz ao homem uma preocupação até então inexistente.

Estudos apontam que, em 2025, o número de fraturas de fêmur relacionadas à doença em homens deve representar quase 30% do total de casos. Estima-se ainda que, o número de fraturas em quadril nas mulheres chegue a 2,78 milhões e, nos homens, a 1,16 milhões.

A explicação: o aumento da longevidade masculina e a queda nas taxas gerais de mortalidade!

Como os índices de mortalidade têm caído a cada ano e a expectativa de vida dos homens só tem aumentado, os casos de osteoporose masculina estão cada vez mais frequentes. Isso acontece porque, em geral, os homens desenvolvem a doença depois dos 65 anos.

A vantagem da ala masculina é que a testosterona, hormônio que barra o desgaste ósseo, têm suas taxas reduzidas gradativamente com a idade, e não bruscamente como ocorre com as mulheres na menopausa.

Por isso eles são acometidos em menor escala e entram na faixa de risco bem mais tarde do que elas – só lá por volta dos 65 anos.

Nos homens, a osteoporose ainda é cercada de mistérios. Sabe-se que está associada a moléstias como inflamações crônicas e distúrbios renais. Por isso, uma das pistas para investigar se o esqueleto masculino está perdendo massa é saber se o paciente sofre de artrite reumatóide – que obriga o homem a tomar cortisona por muito tempo.

A osteoporose em homens ainda é relativamente pouco estudada no Brasil. Pesquisa pela Unifesp, que analisou 301 indivíduos, mostrou que depois dos 70 anos os ossos dos homens são tão frágeis quanto das mulheres. Porém, apenas 1% deles relataram estar em tratamento.

Um levantamento realizado em 2004 pelo Instituto Nacional de Tráumato-Ortopedia (INTO), entidade ligada ao Ministério da Saúde, apontou que, entre os 712 homens avaliados, 19,5% dos maiores de 50 anos tinham a doença. Nos homens com mais de 80 anos, esse índice subiu para 36,4%.

Causas da osteoporose

Tabagismo, alcoolismo, inatividade física, baixa ingestão de cálcio, pouca exposição solar e histórico familiar são alguns dos principais motivos que levam uma pessoa a desenvolver a osteopenia ou a osteoporose. Essas duas doenças se diferem apenas no grau de lesão. A primeira é uma consequência inicial da falta de cálcio no osso e, a segunda, é mais grave.

Ações preventivas

Ir ao urologista ou geriatra podem identificar a propensão em desenvolver a osteoporose, o que propicia iniciar um tratamento preventivo.

O exame básico de controle é a densitometria óssea. O exame é rápido e simples e permite detectar níveis iniciais da doença.

A doença progride de forma lenta e raramente apresenta sintomas. Sem os exames, é percebida apenas quando surgem as primeiras fraturas, acompanhadas de dores agudas. A osteoporose pode, também, provocar deformidades e reduzir a estatura do doente.

Praticar atividade física, evitar bebida alcoólica, não fumar e ingerir alimento rico em cálcio são as principais maneiras de prevenir a doença.

As necessidades de cálcio

O consumo ideal depende da idade. Confira as doses ideais e como garantir essas porções na dieta:

Faixa etária Ingestão adequada (mg/dia)
0 a 6 meses 210
7 a 12 meses 270
1 a 3 anos 500
4 a 8 anos 800
9 a 18 anos 1300
19 a 50 anos 1000
Maior de 51 anos 1200
Gestantes e lactantes 1000 (se menor que 18 anos) a 1300

 

Confira a quantidade de cálcio de alguns alimentos:

• 1 copo de leite
250 mg de cálcio
• 1 colher de sopa de doce de leite
90 mg de cálcio
• 3 unidades de sardinha em lata
234 mg de cálcio
• 1 bola de soverte
150 mg de cálcio
• 3 colheres de sopa de brócolis
200 mg de cálcio
• 1 colher de sopa de amêndoas
50 mg de cálcio
• 1 fatia de pizza de mussarela
115 mg de cálcio
• 1 fatia média de queijo branco
275 mg de cálcio

Artes marciais contra a osteoporose

Técnicas das artes marciais (judô ou kung fu) podem ser eficazes na redução do impacto das quedas em pessoas com osteoporose, além de diminuir o risco de fraturas ósseas.

Os praticantes de judô, por exemplo, aprendem a cair em um movimento de rolamento, distribuindo o impacto sobre uma área maior do corpo. Com a prática de artes marciais a pessoa ficar mais atenta e desenvolver reflexos para coordenar melhor os movimentos.

Uma pesquisa feita na Holanda e publicada na revista “BMC Research Notes” sugere que, se as pessoas com osteoporose aprendessem técnicas similares, poderiam ter menos risco de quebrar um osso.

Eles mediram os efeitos de uma queda em voluntários jovens e saudáveis e compararam os resultados com informações sobre o impacto no fêmur que uma pessoa idosa com osteoporose suportaria.

A conclusão é que o treino é seguro e ajuda os idosos a cair sem se machucar. Mas é preciso usar equipamentos de segurança (como protetores de quadril) para evitar lesões durante o exercício.

Mas atenção! Idosos com a osteoporose já avançada podem se machucar. Nesses casos, é melhor trabalhar técnicas de equilíbrio já consagradas, como o Tai Chi Chuan. Assim é possível prevenir a queda em vez de ensiná-los a cair com menos impacto.

Correr também pode trazer benefícios! Exercícios de impacto como a corrida estimulam a fixação de cálcio, prevenindo o problema.

Os exercícios são fundamentais para fortalecer os ossos e afastar a ameaça da osteoporose. Isso porque a atividade física aumenta a fixação do cálcio nos ossos e acelera o trabalho dos osteoblastos.

No entanto, vale lembrar que é preciso procurar orientação médica antes de iniciar qualquer atividade! Só um profissional especializado pode informar o que é mais recomendado para cada caso.

Se o programa for mal prescrito, a atividade pode se tornar um risco!

Números da osteoporose

A osteoporose é considerada um grave problema de saúde pública, sendo uma das mais importantes doenças associadas com o envelhecimento.

Só na cidade de São Paulo, 2.261 idosos foram internados de janeiro a novembro de 2008 por fratura de fêmur – a queda acidental foi responsável por 93% dos casos.

No Brasil, cerca de 10 milhões de pessoas sofrem da doença e aproximadamente 2000 pessoas morrem anualmente em consequência de complicações de fraturas causadas pela osteoporose.

A osteoporose é uma doença que atinge os ossos. Caracteriza-se quando a quantidade de massa óssea diminui substancialmente e desenvolve ossos ocos, finos, fracos e de extrema sensibilidade, mais sujeitos a fraturas.

Folha de São Paulo

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* Com informações da revista Saúde!


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