Cuide do seu coração (na terra e no ar)
Pouca gente suspeita, mas assim como morrem mais pessoas de doenças cardiovasculares do que de câncer no país como a Folha Equilíbrio divulgou hoje, 26 de novembro, mais pessoas morrem de ataques cardíacos dentro de aviões do que em desastres aéreos.
As paradas do coração são muito mais freqüentes (e inesperadas) do que imaginamos, mas a boa notícia é que podem ser evitadas apenas com uma mudança de hábito mais saudável. Os danos decorrentes da parada cardíaca que pode resultar numa parada total também podem ser impedidos com pronto atendimento.
Embora pareçam medidas simples mais da metade dos brasileiros, mesmos cientes dos fatores de risco (como tabagismo, sedentarismo, colesterol alto, obesidade, estresse, etc.) não fazem nada para prevenir. Há explicação para tanto descuidado? Segundo Carlos Alberto machado da Sociedade Brasileira de Cardiologia, “não existe cultura de fazer prevenção de doença crônica, porque não dá resultado imediato e exige um esforço enorme de convencimento da população”.
As pessoas se atêm aos avanços dos recursos que permitem ver o coração com uma imagem precisa do órgão avaliando melhor os riscos e a forma de tratamento. Mas se esquecem que as paradas, popularmente chamadas de infarto, ocorrem “sem avisar”: “com o tempo, o acúmulo de gordura impede que a artéria leve sangue ao coração livremente, parte dele deixa de ser oxigenada e as células da região começam a morrer”, explica o diretor do Laboratório de Treinamento e Simulação em Emergências Cardiovasculares do InCor, Sergio Timerman.
Estes casos repentinos se não forem prontamente socorridos ou dependendo da intensidade podem comprometer o coração a tal ponto que fulmine numa parada cardíaca, com mínimas chances de sobrevivência. Um desfribilador recompõe o ritmo dos batimentos cardíacos, mas muitos locais não estão equipados com o aparelho (e a maioria dos ataques acontece fora dos hospitais).
O problema é a que a lei não obriga a presença destes aparelhos em locais com aglomerações de pessoas mais tendentes a ataques cardíacos como aviões, campos de futebol, aeroportos, shoppings, hotéis, eventos, shows e entre outros. Principalmente, nos transportes aéreos, onde não há muita escapatória, os “kits emergência” não oferecem condições necessárias para salvar uma vida e a presença do médico, na maioria das vezes, depende se há ou não um profissional da área entre os passageiros.
Segundo a IATA (Associação Internacional de Transporte Aéreo) 60% das doenças graves a bordo são ataques cardíacos. A alteração da pressão atmosférica, umidade do ar e níveis de oxigênio dentro dos aviões comprometem doentes cardíacos ou pulmonares. “Não deveria ser por imposição legal, mas, infelizmente, existe uma parte do mundo que não entende outra linguagem. A vida humana não vale um investimento para algumas empresas”, declara o escritor Célio Pezza em seu artigo.
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26 de novembro de 2009













