Gravidez: seu corpo mudando…
Há mulheres que se acham no auge da beleza durante a gravidez, outras nem tanto, mas é unânime que diversas mudanças ocorrem no organismo feminino devido à “injeção” de hormônios que acontece durante a gestação.
Na opinião da ginecologista e mastologista, Dra. Nara Mattia, as mulheres atuais estão cada vez mais bonitas durante a gestação devido ao fato de estarem ativas, bem-informadas e adquirirem hábitos saudáveis durante todo período. Preocupada com os cuidados físicos e psicológicos que as futuras mamães devem tomar, a especialista listou para as leitoras do Blog da Saúde alguns pontos importantes. Confira!
1 – Na Pele:
A oleosidade da pele e a acne variam para cada mulher de acordo com sua sensibilização à dilatação dos vasos. Em algumas, ocorre uma melhora enquanto em outras o efeito é totalmente contrário principalmente nos três primeiros meses de gestação. Em todos os casos, a melhora da pele pode se dar com uma dieta equilibrada, muito líquido e cremes específicos. Já o cloasma gravídico, mancha no rosto (como mostra a figura), assim como a pigmentação da linha média da barriga é estimulado pela melatonina que aumenta pela progesterona.
2 – No cabelo:
Ficam mais bonitos. Há um aumento da produção e nutrição dos pelos em geral, o que contribui para redução na queda e aumento do volume dos cabelos. De 3 a 4 meses após o nascimento do bebê, tudo volta ao que era antes. Parte de um processo natural, os cabelos que não caíram durante toda a gestação são liberados todo de uma vez causando até um certo pavor por parte das mulheres.
3 – No Paladar:
Durante a gestação, tanto a fome como o apetite está exacerbado. É comum a aversão a alimentos gordurosos e pode surgir a malácia (desejo de comer substâncias não convencionais como terra, giz ou arroz cru). O desejo de ingerir alimentos específicos (desejos), também pode surgir na fase inicial da gestação sendo justificado pela presença de gonadotrofina coriônica e alterações emocionais. As teorias evolucionistas explicam que a aversão por determinados alimentos, as náuseas e os vômitos, pode ter protegido as gestantes (durante a evolução), de comerem alimentos contaminados que poderiam transmitir doenças ao feto durante sua formação.
4 – Na barriga:
Durante a gestação pode haver o aparecimento de estrias na região. O acúmulo de tecido adiposo no abdômen, mamas e região lateral das coxas também contribuem para o aparecimento de estrias. Existe uma predisposição genética para o aparecimento de estrias, mas o ganho de peso adequado durante a gestação, a perfeita hidratação da pele com cremes e a ingestão de líquidos podem diminuir seu aparecimento.
5 – Nas mamas:
As mamas sofrem uma modificação desde início da gestação. A rede glandular mamária determina sua diferenciação para lactação o que pode aumentar muito o volume da mama. A produção do colostro (leite primitivo) ocorre principalmente no final da gestação, já o leite propriamente dito só começa a ser produzido até 62 horas pós-parto. O ganho de peso também interfere no aumento das mamas.Já a rachadura do mamilo ocorre devido as pegas inadequadas do bebê, o que pode ser minimizado com hidratação.
6 – Na coluna:
Com o aumento do volume abdominal, o centro de gravidade da gestante desvia-se para frente, causando lordose e pés afastados (aumento da base). Para amenizar o incômodo basta atenuar o volume abdominal.
7 – No útero:
O útero cresce cerca de 20 vezes seu tamanho original e 1000 vezes sua capacidade inicial para acomodação do feto.
8 – Nos órgãos internos:
Cada órgão interno sofre uma modificação diferente. A bexiga fica comprimida e que aliado a um aumento da filtração do rim, que ocorre durante gestação, faz com que a gestante sinta vontade de urinar muito mais vezes do que a não grávida. Os intestinos ficam deslocados superior e lateralmente. O fígado fica comprimido contra o diafragma e com o aumento uterino comprimem o pulmão diminuindo o volume respiratório. O estômago também fica comprimido o que dá aquela sensação de empaxamento e refluxo no final da gestação após alimentar-se em grande quantidade.
9 – Nas pernas:
Aparecimento de inchaço e varizes, pelo aumento do volume uterino que dificulta o retorno venoso.
10 – No sangue:
A quantidade de sangue no organismo aumenta 50% e também o trabalho cardíaco, por isso o acompanhamento médico principalmente após a 28ª semana é essencial para que cardiopatias não sejam desencadeadas.
Para facilitar a entrada e disponibilidade de glicose para o feto, a placenta produz um hormônio que compete pela ação da insulina. Em resposta o pâncreas materno produz mais insulina, podendo levar ao diabetes gestacional.
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23 de novembro de 2009













