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Super-heróis ajudam crianças a aceitar quimioterapia


superfórmula_dovulgaçãoBatman está com câncer, mas os vilões nem tiveram tempo de comemorar a revelação feita na edição extra da história em quadrinhos (HQ). Logo após o diagnóstico, o herói mascarado já começou a receber uma “Superfórmula” contra a doença e, apesar de ter perdido cabelo e emagrecido um pouco, está forte para voltar a combater o mal.

Essa é uma história contada em quadrinhos. Mas na vida real, todos os pacientes infantis atendidos no Centro de Referência AC.Camargo, em São Paulo, também passaram a ter acesso ao tratamento que, no gibi, promete salvar a vida do homem-morcego.

O 6º andar da unidade hospitalar agora é a na nova sede da Liga da Justiça, isso graças a uma parceria recentemente entre o AC. Camargo, a Warner e a agência JWT. O QG de super-heróis instalado no hospital tem 15 vagas ocupadas por heróis mirins que precisam de uma ajudinha externa da medicina para voltar à ativa. Natan Henrique Roseno, 7 anos, e Porthos Martinez, 13, são o integrantes mais recentes da ala infantil.

Após lerem a HQ com a trajetória vitoriosa de Batman, os meninos estavam confiantes de que a Superfórmula também vai ajudá-los a vencer a leucemia diagnosticada em ambos “Fico um pouco enjoado quando recebo a Superfórmula, mas aprendi que ela é importante para mim”, dizia Porthos, com o medicamento entrando pelas veias, sorriso no rosto, um olho no Facebook e outro no gibi – que é distribuído apenas aos pacientes da unidade.

O garoto até topou revelar a identidade real à reportagem, dada em homenagem ao pai, Porthos Mendes. Mas enquanto estiver internado no AC Camargo, Porthinhos será o Lanterna Verde (outro herói famoso da Liga da Justiça).

Todos os quartos e acessórios utilizados no tratamento dos pacientes da oncologia pediátrica receberam a adaptação em cores, símbolos e adereços de personagens como Mulher-Maravilha, Batman, Lanterna Verde e Superman. Este último, aliás, foi o herói assumido por Natan – ele assegura já saber que não pode voar e que “nem vai tentar”, prometeu à mãe Vivian Karine Santos, 27 anos.

“Santo tratamento”

A chefe da oncologia pediátrica do AC. Camargo, Cecília Maria Lima da Costa, explica que usar os adereços heróicos é uma fórmula de apresentar o câncer às crianças de uma maneira lúdica e didática, já que elas precisam entender o tratamento para aceitá-lo melhor. “A quimioterapia tem efeitos colaterais que não são agradáveis (como enjoos, apetite desregulado, queda dos cabelos). Se a criança não entende que o medicamento é um benefício, apesar de todos estes sintomas, pode ficar confusa e resistente”, afirma a especialista.

“Lembro de pacientes pequenos que se recusavam a receber um tratamento que salva vidas”, recordaa Cecília.

“Santo tratamento Batman”, diria Robin, o parceiro do homem-morcego. Mas na década de 1960, quando o bordão do menino prodígio ficou famoso, o índice de cura dos cânceres infantis não alcançava a marca dos 20%, informa o relatório do Instituto Nacional do Câncer (Inca).

Atualmente, oito em cada dez crianças acometidas pela doença são curadas, mostra o mesmo relatório. Nesta ampliação da sobrevivência, as sequelas ruins do tratamento viraram prioridade de combate.

Veja como Surgiu a Superfórmula:

*Com informações do iG, para ler a matéria na íntegra clique aqui.

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