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Os mitos de criatividade que muita gente segue e não deveria


Especialistas afirmam: criatividade não é uma competência destinada apenas a um grupo seleto de pessoas que atuam em cargos muito especiais. Ao contrário disso, ela virou item de extrema necessidade para quem quer crescer na carreira em qualquer setor. Mas ainda muitas ideias equivocadas rondam o tema, veja quais:

A criatividade é um dom 

De acordo com Gisela Kassoy, especialista no assunto, a criatividade pode tanto ser desenvolvida quanto bloqueada. “Não existe pessoa criativas ou não criativas. O que existe são tipos diferentes de criatividade”, explica. “E todos podem surpreender”.

Na verdade, segundo os especialistas, a criatividade está relacionada mais a um modo de encarar o mundo do que a um gene ou iluminação transcendental. “Criatividade tem a ver com a flexibilidade para olhar o mundo. Se sou criativo aceito que as verdades mudam até a hora que eu criar uma nova”, diz Conrado Schlochauer, um dos sócios do LAB SSJ.

Para ser criativo é preciso ser genial 

A criatividade é a capacidade de utilizar suas faculdades mentais para solucionar um problema e não um dos sinônimos para inteligência, explica o especialista. “Se fôssemos um carro, o cérebro seria o motor e a criatividade, a capacidade de dirigir”, diz.

Por isso, não é preciso ser um gênio para ter boas soluções. “Da mesma forma que você não precisa ser um Nadal para jogar tênis, é preciso ser criativo independente de ser o autor da ideia que vai mudar o mundo”, afirma.

A criatividade sempre quebra paradigmas 

Como consequência, nem sempre, a criatividade se materializa em ideias revolucionárias. Ao contrário. “Você pode ser criativo mudando o mundo ou se adaptando a ele”, afirma Gisela Kassoy. Segundo ela, há diferentes tipos de criatividade. Uma que se adapta aos contextos, outra que inova, mas dentro dos paradigmas e outro tipo que revoluciona, de fato.

Boas ideias surgem de repente

“O desenho clássico de criatividade tem relação com os símbolos de maior ou menor”, afirma o especialista. No período de ‘ideação’ é preciso criar várias ideias para depois “passar o pente fino”. “Pensar em 100 ideias, para depois jogar 99 fora é o preço que se paga para ter uma ideia boa”, afirma Schlochauer. Em outras palavras, as melhores soluções não vêm do nada. Elas são fruto de quebrar muito a cabeça e, em algum ponto, o produto de uma porção de outras sugestões.

Criatividade e inovação é a mesma coisa

“Criatividade é o processo de gerar e inovação é o processo de implementar a ideia. São duas etapas fundamentais”, afirma. O erro está em investir tempo e dinheiro em apenas uma das etapas, sem conciliar as duas. “Tem gente que só gera ideia e não implementa nada. Tem gente que começa a implementar sem criar”.

A criatividade está restrita a algumas áreas

Engana-se quem pensa que uma mente criativa é exigência apenas para quem trabalha com artes, publicidade ou em laboratórios de inovação. Todos os dias, em todos os setores, profissionais precisam colocar a cabeça para funcionar para solucionar problemas. “E não precisa ter um pincel na mão para isso”, brinca Gisela.

Não há limites (ou parâmetros) para a criatividade

“Para tudo há limites: de espaço físico, de verbas, de anseio do cliente ou do chefe”, diz Gisela. E ao contrário do que muita gente aposta, negligenciar esta realidade só atrapalha o processo criativo. “Se você estiver tão livre, tão leve e tão solto fica mais difícil criar. As demandas do cliente ou os limites servem de parâmetro para a ideia. O liberou geral está mais na linha do devaneio do que da criatividade em si”, afirma a especialista.

A criatividade não acontece se há pressão

Nem sempre as melhores ideias pintam na hora que você está mais relaxado. Na verdade, segundo Gisela, a pressão pode ser um bom estímulo para que as ideias tomem corpo. “Pressão é diferente de opressão, que é quando uma voz interna diz, por exemplo, que você não vai conseguir”, diz.

Fonte: Exame

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