Artigo: Mundo corporativo X Emoções tóxicas
Por Rosa Eugênia de Freitas Pinto
Percebo que muitos já se sentiram incomodados, melancólicos e angustiados ao pensar em mais um dia de trabalho, pois terão que lidar com chefes intransigentes, arrogantes, prepotentes, que farão exigências irreais, que muitas vezes usam de autoridade para humilhar, ofender e até mesmo perseguir alguns funcionários.
Ambientes de trabalho onde convivemos com pessoas mal humoradas, mal educadas, irritadas, maliciosas, desmotivadas, descontentes com a vida e com o trabalho, que estão sem paciência, sem tolerância e até agressivas.
Como se já não bastasse toda cobrança, desafios e competição ainda existem o medo de perder o emprego e a insegurança de não corresponder às expectativas da corporação.
Imaginem o tamanho da dor emocional (emoções tóxicas) que acomete as corporações? Muitas vezes não conseguimos perceber a dor que criamos nas pessoas estipulando prazos,tomando decisões severas e agindo impulsivamente ou agressivamente. Percebam como o comportamento das pessoas que trabalham a nossa volta podem nos afetar positivamente ou negativamente. A dor emocional está muito presente nas corporações.
Um cérebro cansado e estressado gera falta de concentração, falta de memória e menor produtividade, por isso as nossas empresas estão cada vez mais expostas ao absenteísmo. Nessa era globalizada, a ansiedade está instalada em nossa cultura, pois tudo acontece muito rapidamente causando danos à saúde de toda população.
Ansiedade – sintomas:
É uma perturbação psíquica caracterizada por um estado quase constante de:
• Inquietação;
• Preocupação;
• Angústia;
• Intranquilidade;
• Desassossego;
• Medo.
Provoca no indivíduo um mal estar e uma tensão constante, com “medo de algo” que ele não conhece nem sabe definir. As pessoas sentem-se intranquilas e inseguras diante das situações à sua volta, não sabendo identificar nem definir o que está acontecendo.
Algumas pessoas queixam-se da dificuldade de dormir, sensações corpóreas como transpiração, taquicardia, transtornos respiratórios, dores de estômago, má digestão, cefaléia, perturbações intestinais e outras alterações do sistema nervoso autônomo.
Percebe-se a ansiedade em vários transtornos, exemplo: síndrome do pânico, fobias, alguns casos de depressão, no TOC e na bipolaridade. Existem vários tipos de fobias:
• Agorafobia – medo de espaços abertos;
• Amaxofobia – medo de andar de carro;
• Atelofobia – medo da imperfeição;
• Claustrofobia – medo de lugares fechados;
• Glossofobia – medo de falar em público.
Trataremos nesse momento da fobia social, que acomete hoje de 10% a 15% da população.
Fobia social – sintomas: É a intensa ansiedade gerada quando o paciente é submetido à avaliação de outras pessoas. Concentra-se sob tarefas ou circunstâncias bem definidas. Sentir-se acanhado quando se é observado; Considera-se esta vergonha ou timidez como sendo patológicas a partir do momento em que a pessoa sofre algum prejuízo pessoal por causa dela, como deixar de concluir um curso ou uma faculdade por causa de um exame final que exige uma apresentação pública ou diante de avaliadores.
Tremores, sudorese, dificuldade para falar, mal estar abdominal, diarréia, tontura, falta de ar, vontade de sair do local onde se encontra o quanto antes; dificuldade ao falar em público, dificuldade em dirigir quando se percebe observado, dificuldade ao ser observado durante as refeições, de ser fotografado ou filmado, de usar banheiros públicos, etc.
Veja, uma saúde emocional precária prejudica a vitalidade das relações, afeta o desempenho das pessoas e leva à queda de produtividade da corporação. Em suma, a dor emocional existe e custa muito caro. Onde iremos chegar? Como será o futuro de nossas corporações?
Percebam que há uma mensagem nisso tudo! Quando estamos prestes a perder algo, corremos, vamos mudar isso agora. É hora de reverter esse quadro, resgatar o capital humano, onde a corporação se responsabilize em manipular de maneira muito positiva as toxinas impregnadas em seus funcionários, e estes, por sua vez, usando essas novas ferramentas saberiam gerenciar melhor suas emoções proporcionando um bem-estar para si e aos que estão a sua volta.
“Na era da sabedoria, o profissional que desenvolver qualidades de aprendizado social certamente dominará o diferencial e terá a capacidade inovadora de se relacionar de forma empática com os demais.”
*Rosa Eugênia é Psicóloga especializada em psicanálise e doenças psicossomáticas. Clinica há mais de 20 anos, pesquisa o comportamento contemporâneo e é palestrante nas áreas de saúde e indústria farmacêutica. Atualmente seu atendimento clínico tem foco na psicologia do mundo globalizado (o Eu atual) e com o projeto Sustentabilidade Emocional.
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Blog da Saúde
14 de setembro de 2009











Achei muito interessante este assunto pois é atual e essas fobias sociais fazem parte do nosso dia a dia e estão cada vez mais perto de nós. Quem nunca conheceu alguém q já teve algo assim por causa da pressão exercida em seu trabalho ??? É mesmo um assunto a se pensar ….
O assunto sem dúvida nenhuma é super atual e retrata a realidade que cerca grande número de pessoas (que muitas vezes estão ao nosso lado).
Parabéns Rosa pelo excelente texto!
Parabens Dra. Rosa Eugenia, pelo texto (emoções tóxicas no trabalho). São extremamente atuais, e seguramente necessitamos de um foco no assunto, ou a manipulação da toxina emocional poderá ser tao prejudicial a saúde quanto manipular toxina real!
Ótimo texto, claro e explicativo. Espero por novidades relacionadas ao assunto.
Adorei o texto, realmente estamos vivendo isso no nosso dia a dia, o que nos limita muitas vezes mostrar nossos reais valores.Gostaria de ler mais sobre esse assunto e outros que fazem parte da nossa vida e temos dificuldades de lidar e entender. Parabéns Rosa!
O mundo corporativo pode ser altamente prejudicial ao nosso estado mental, que acaba refletindo no físico. Precisamos aprender a lidar com as emoções do dia-a-dia independentemente da posição hierárquica que ocupamos, para que não soframos as sérias consequências possíveis.
Rosa Eugênia: Muito obrigada por mais este momento de reflexão.
Achei muito interessante o artigo pois relata sintomas que a maioria dos profissionais tem, alguns com mais intensidade, outros com menos, e não tem, muitas vezes, conhecimento para saber que podem estar doentes. Muitos dos termos relatados, eu não tinha conhecimento. O artigo me chamou a atenção por nos fazer refletir no como estamos hoje em dia reagindo às condições que nos são impostas diariamente nas organizações que trabalhamos.
A tal globalização tão exaltada no meio empresarial no início dos anos 90 tem sido um verdadeiro tormento a toda sociedade. Nos levando a jornada de trabalho e compromissos profissionais muito além da nossa capacidade física e psicológica, causando reflexos diretamente em toda estrutura familiar. Precisamos repensar o nosso jeito de viver, e redefinir as nossas preioridades de vida.
Rosa Eugênia parabéns pelo texto.
Seu artigo aborda o que realmente vem acontecendo com os profissionais, conheço algumas pessoas que passam por essa dificuldade.
Parabéns Dra.Rosa
São situações atualmente vivenciadas em ambientes corporativos e não percebida pelos líderes e gestores.
Sinal dos tempos e da globalização, e onde vai parar, ninguém sabe!!Parabéns pelo artigo!!
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