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Com que roupa eu vou trabalhar?


Aparência não é tudo, mas dizer que não conta é pura hipocrisia. Na área corporativa não é diferente, físico e vestuário são itens que influenciam desde a contratação à promoção.

A preocupação das empresas com a roupa de seus colaboradores não é exagero, já que cada um deles representa a imagem da empresa como um todo.  É importante conhecer o código de vestuário da empresa e observar os trajes de seus superiores. Dessa maneira, o colaborador poderá se vestir da maneira mais adequada àquele grupo com o qual trabalha, mesmo se não estiver de acordo com seu estilo próprio.

Discernimento é essencial, principalmente para as mulheres e pela infinidade de alternativas que possuem. As sociais são apropriadas para festas e estão associadas à sexualidade, roupas para serem utilizadas no trabalho (e pode parecer redundante) são as profissionais. Aquelas mais formais impõem respeito e valorização.

O Blog da Saúde convencido da importância do vestuário adequado, tanto pelo conforto quanto pela imagem que traspassa, conversou com a personal stylist, Cris Vieira, que deu algumas dicas sobre como se produzir no ambiente de trabalho. Confira!

1. Como não errar a roupa no primeiro dia de trabalho?
Em primeiro lugar, deve-se analisar o cargo para o qual é a entrevista, pois numa empresa formal, a roupa deve ser discreta, inclusive nas cores, decotes, comprimentos e tecidos, mantendo looks discretos.
Ex: Calça pantalona preta + camisa branca ou bege + echarpe estampada + scarpin bege;
Já se o cargo for para funções nas áreas de publicidade, design, moda e afins, ou seja, atividades cujo perfil seja de uma pessoa criativa, aí vale ousar (no sentido que a roupa será uma linguagem não-verbal que transmitirá essa informação sobre a pessoa).
Ex: bermuda + camiseta + colete colorido + echarpe colorido + sandália ou tênis

2. Pode repetir muitas vezes a mesma roupa no trabalho?
Claro, ainda mais nos dias atuais, na atual crise.
Porém, o “jogo da ilusão” se deve a troca de acessórios – tais como echarpes; sobreposições de peças (camisa com colete, camiseta sobre a camisa ou camisa com casaqueto).
O mais importante é exercer a criatividade. A peça em questão deve ser às vezes papel principal nas produções; às vezes fazer papel de coadjuvante, ou seja, uma vez ela é o foco, outra não.

3. Roupas profissionais não combinam com o calor. Qual a melhor maneira de se vestir em dias quentes sem sair das regras da empresa?
Buscando peças de tecidos ideais para dias quentes, tais como o linho e a malha, por exemplo.
O importante é estar confortável em seu look para encarar mais de 8 horas diárias na rua.
Se optar por peças básicas com medo de errar, faça um contraponto usando acessórios de “peso”, porém discretos (ao menos que você se encaixe naquelas profissões mencionadas na questão 1 – da criatividade)
Nunca tecidos transparentes, mesmo com as atuais propostas de verão.
Os looks de trabalho devem “conversar” com o perfil da empresa, de modo que haja uma harmonia entre todo o contexto: empresa, ambiente, função e profissional.

4. Se essa roupa exigida pela empresa que você trabalha não te agrada ou causa desconforto, vale conversar com o chefe para propor uma alternativa?
Depende. Se a empresa é flexível em relação a esse ponto, vale a pena sim, pois você poderá defender a ideia de que, com a troca da roupa, ficará mais confortável, sendo um benefício até em termos de produção.
Porém, se é regra fechada da empresa não tem jeito: vale buscar alternativas para deixá-la mais atraente, seja com uma boa maquiagem, um sapato legal, acessórios que combinem com o look. Enfim, ações que buscam neutralizar essa empatia.

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