Fusão e Aquisição no Mercado de Saúde
Somar esforços para multiplicar os resultados. No mundo corporativo as fusões e aquisições surgem como alternativa de lucro e ingresso para atuação em novos nichos. Com o mercado da saúde não é diferente. Para manter a competitividade e garantir o crescimento, operadoras de saúde e hospitais apostam em fusões ou novas aquisições. No Brasil esta prática aumenta dia a dia. Somente de janeiro a julho de 2008 foram anunciadas 11 aquisições, envolvendo indústrias, operadoras de saúde e hospitais.
Este processo de crescimento e consolidação econômica geralmente acontece em momentos de crise como alternativa à sobrevivência no mercado. Tempos de crise econômica são tempos de crescimento, alianças estratégicas e busca de alternativas. Os motivos que levam empresas a se fundirem geralmente são os mesmos: Expandir as operações e aumentar a rentabilidade dos negócios. Em alguns setores a concorrência é tão acirrada que empresas chegam a ser vistas como consolidadoras, ou potenciais consolidadas.
Para Fernande Félix, diretor comercial da Amil, todo processo de fusão é delicado e, no caso da fusão entre Amil e Dix não foi diferente. Félix destaca que “adotamos as melhores práticas de cada empresa e nosso capital humano foi fundamental nesse processo. Nossos ganhos em escala são visíveis. O Grupo Amil sai fortalecido dessa união e preparado para novos desafios que virão.” Independente do posicionamento, em processos de fusão e aquisição deve haver sinergia de política e atuação, bem como de produtos e serviços oferecidos. Para Albert Carvalho, da Medial Saúde, há várias oportunidades no mercado e, sem dúvida alguma esse movimento se intensificará nos próximos anos.
Rafael Cavalcanti, da diretoria comercial da Unimed Paulistana lembra que o momento econômico atual é delicado, porém, em relação a esta crise mundial o reflexo em nossa economia foi significativamente menor se comparado a outras crises ou se compararmos à situação atual dos países desenvolvidos. Fato é que, mesmo em um cenário “nem tão ruim assim”, muitas empresas diminuíram o investimento, o que fatalmente afetará o plano de crescimento da maioria das operadoras. Cavalcanti ressalta o momento da Unimed e afirma que “no caso da Unimed Paulistana, o mercado reagiu muito bem às mudanças implantadas no primeiro trimestre de 2009, fazendo com que as vendas do primeiro semestre crescessem 105% em relação ao mesmo período de 2008. Para manter os resultados da empresa precisamos administrar cada vez melhor nossos custos indiretos e buscar a aproximação com as corretoras de Planos de Saúde, aumentando assim a produtividade e mantendo o bom resultado de vendas”.
Outro motivo comum que leva a esta prática é a complementação de portfólio. A aquisição é feita para aumentar a oferta de produtos e mão de obra qualificada. Para Albert Carvalho, da Medial, o mercado de saúde se consolida dia a dia. O diretor comercial lembra que “há nove anos tínhamos aproximadamente 2500 operadoras. Hoje são cerca de 1600. Já houve uma forte consolidação”. Na implantação da nova política empresarial alguns cuidados devem ser tomados para que o sucesso seja garantido. Sentimentos como os abaixo relacionados são muito comuns por parte dos colaboradores e, se não tratados da maneira correta podem comprometer o sucesso da operação. Acompanhe:
• Raiva e ressentimento em relação à empresa;
• Queda na criatividade e na capacidade de inovação;
• Perda de comprometimento;
• Aumento da resistência em participar das iniciativas da empresa;
• Queda no desempenho e na produtividade individuais;
• Perda de atitude empreendedora;
• Perda de confiança na empresa.
Rafael Cavalcanti lembra que uma forma de atenuar possíveis prejuízos financeiros é ter bem definida qual a política que será adotada e quem comandará o processo do início ao fim. Em sua opinião a demora na tomada de decisão dificulta muito o processo de fusão. No caso da Medial, a empresa cresceu quase 10% nos últimos seis meses. Foram cinco aquisições desde o IPO – Initial Public Offering ou Oferta Pública Inicial em português – como o da AMESP, considerada a maior do mercado de saúde do país, envolvendo 470 mil beneficiários, além de hospitais, laboratórios e centros médicos. Outra importante aquisição por parte da Medial foi a do Grupo Saúde, que permitiu à operadora firmar rede própria na região Nordeste. A mais recente aquisição foi a da rede SAE laboratórios, que, segundo Albert “nos auxiliará a ampliar nossa capilaridade e atendimento na área de diagnósticos.”
Você presenciou algum processo de fusão e aquisição entre empresas? Como foi essa experiência?
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27 de julho de 2009













