Saco é um Saco!
Nos últimos anos, o termo consumo consciente foi bastante explorado em todos os âmbitos. Este tema possui tanta relevância que, atualmente, no dia 15 de Outubro é comemorado o Dia do Consumidor Consciente.
Este dia tem o objetivo de despertar a consciência do público para os problemas sociais, econômicos, ambientais e políticos causados pelos padrões de produção e consumo excessivos e insustentáveis praticados, como o uso abusivo de sacolas plásticas e seu descarte inadequado.
A European Commission afirma que há um acúmulo de sacolinhas plásticas cobrindo cerca de 15 milhões de quilômetros quadrados dos oceanos, ameaçando a vida marinha, bem como a vida selvagem. O Ministério do Meio Ambiente estima que mais de cem mil mamíferos e pássaros morrem por ano devido à ingestão de sacos plásticos. As embalagens ainda são responsáveis pelo entupimento de bueiros, causando enchente nas cidades grandes.
A maioria das embalagens e sacolas são fabricadas com plásticos, material que leva cerca de 400 anos para se decompor. Uma maneira de reduzir o impacto do composto no meio ambiente pode ser a substituição de sacolas plásticas dos mercados por sacolas reutilizáveis.
“Cuide do Meio Ambiente! Recicle o velho hábito do consumo das sacolas plásticas!”
Das 27 capitais brasileiras, 17 possuem uma lei de aprovação que proíbe o uso de sacolas plásticas, porém aprovar a lei não significa colocá-la em prática. Apenas 12 estados recolheram de seus estabelecimentos as sacolas plásticas, entre eles: Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Cuiabá, Vitória, Brasília, Palmas e Maranhão.
Em janeiro deste ano, São Paulo parecia ter acenado com um “tchau-tchau” às sacolas plásticas e integrado esse grupo de cidades, como divulgamos aqui no Blog da Saúde. Mas a novidade não durou muito. Em 25 de junho, por decisão judicial, todos os supermercados vinculados à Associação Paulista de Supermercados (Apas) foram obrigados a voltar com a distribuição gratuita das sacolinhas para os consumidores, mas, desta vez, elas devem ser biodegradáveis ou de papel.
Mesmo que seu estado não tenha a lei aprovada, seja um consumidor consciente:
- Utilize as sacolas reutilizáveis;
- Faça saquinhos de jornal para alocar seu lixo;
- Prefira sacolas plásticas biodegradáveis;
- Ao fazer compras, utilize a quantidade de sacolas suficiente. Não faça o uso abusivo;
- Opte por sacos pretos, que normalmente são reciclados. Esta informação encontra-se na embalagem do produto.
Teste com sacolas biodegradáveis
Matéria publicada na revista National Geographic Brasil destaca teste realizado pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e revela: a biodegradação de quatro tipos de sacolas (papel, plástico comum, amido de milho e oxibiodegradáveis) é insuficiente.
Biodegradável é todo material cujo conteúdo orgânico se transforma em água e gás carbônico (no mínimo 60%), em até 28 dias, segundo a determinação do Teste da Biodegradabilidade Imediata pela Medida do Dióxido de Carbono Desprendido em Sistema Aberto (Norma IBAMA – E.1.1.2. – 1998).
O resultado do estudo revelou que nenhuma das sacolas chegou perto de atingir essa porcentagem de degradação.
As de papel biodegradaram cerca de 40%, as de plástico comum 30%, as de amido de milho (feitas de fontes retornáveis) 15%, e as oxibiodegradáveis (que recebem aditivos para se degradarem mais rápido) apenas 2%. A margem de erro desses dados é de 10%.
Para simular a ação do meio ambiente e determinar as porcentagens, as embalagens foram imersas em uma solução mineral com microorganismos presentes no solo, em lagos e no lodo. Assim, as sacolinhas não seriam a única substância orgânica fonte de alimento das bactérias, e o teste intensifica o resultado que seria obtido na natureza.
*Com informações da National Geographic Brasil
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Cecília Della Flor
1 de agosto de 2012











