O dia 31 de maio, marcado como o Dia Mundial de Combate ao Fumo, serve como alerta para que fumantes parem de fumar.  O oncologista do Hemomed Instituto de Oncologia e Hematologia, Bruno Conte, lembra que 95% dos casos de câncer do pulmão em homens e 80% dos casos de câncer em mulheres são relacionados ao tabagismo e a melhor prevenção é parar de fumar.

No entanto, quando a doença já estiver instalada, o importante -segundo o médico- é o diagnóstico precoce da doença. “Quanto antes for descoberto o câncer, maiores chances de tratamento”, ensina.

Aos fumantes, recomenda-se ida ao médico e exames periódicos. Os sintomas são diferentes dependendo da localização do tumor. “Mas podemos mencionar tosse seca com persistência de mais de três semanas, falta de ar relacionada a esforço ou mesmo em atividades habituais como tomar banho, dor torácica contínua, presença de sangue no escarro, inchaço no pescoço ou face, perda de peso importante e rouquidão por mais de 1 semana entre outros”, esclarece o oncologista.

OMS considera o cigarro principal causa de morte evitável no mundo

O cigarro é considerado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) a principal causa de morte evitável em todo o mundo, porém, um terço da população mundial adulta, isto é, cerca de 1 bilhão e 200 milhões de pessoas, são fumantes.

A fumaça do cigarro tem mais de 4,7 mil substâncias tóxicas, que causam vários tipos de cânceres, arteriosclerose (obstrução dos vasos sanguíneos) e hipertensão arterial e expõe o fumante a 50 tipos diferentes de doenças.

Segundo o oncologista Bruno Conte, do Hemomed Instituto de Oncologia e Hematologia, o tabagismo está relacionado a 90% das mortes por câncer de pulmão, 30% das mortes por câncer de boca, 25% das mortes por doença do coração, 85% das mortes por bronquite e enfisema e 25% das mortes por derrame cerebral.

Estatística da Organização Mundial da Saúde (OMS) informa que todo ano 5 milhões de pessoas morrem no mundo por causa do cigarro. E, em 20 anos, esse número chegará a 10 milhões se o consumo de produtos como cigarros, charutos, cachimbos e narguilé continuar aumentando.

A expectativa de vida diminui a chance de viver até os 73 anos é de 42% para o fumante e de 78% para o não fumante. Os mesmos prejuízos também são atribuídos ao cachimbo e ao charuto.

O oncologista do Hemomed alerta que fumando você põe em risco também a saúde das pessoas próximas, pois o fumo passivo também aumenta os riscos de doença. Sete não fumantes morrem por dia em consequência do fumo passivo. O tabagismo passivo aumenta em 30% o risco para câncer de pulmão e 24% o risco para infarto.

Para o médico, o principal tratamento para o tabagismo é a decisão de parar de fumar, o autocontrole e a determinação para substituir o cigarro por um estilo de vida saudável com atividade física e alimentação saudável.

Os danos pessoais e a terceiros somam-se a danos irreversíveis ao planeta. Fumar auxilia o desmatamento, incêndios e a poluição do ar e das ruas.

Fumantes em queda no Brasil
 
No Brasil, o número de fumantes vem caindo nos últimos 5 anos. A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), realizada pelo Ministério da Saúde em parceria com o IBGE, revela que o índice de pessoas que consome cigarros e outros produtos derivados do tabaco é 20,5% menor que o registrado cinco anos atrás.

A queda existe em função da política pública de saúde, que atua em quatro grandes vertentes: a taxação do preço do cigarro, a proibição de toda e qualquer propaganda, a eliminação dos fumódromos, a proibição de fumar em ambientes fechados e públicos e um programa de atendimento gratuito pelo SUS para as pessoas que querem parar de fumar.

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