O Ministério da Saúde publicou nota sobre a alimentação pouco saudável das crianças entre 6 e 23 meses. Uma pesquisa realizada com os pais de 38.566 crianças desta faixa etária em Unidades Básica de Saúde de várias regiões do País mostra que apenas 14% delas consumiram alimentos ricos em ferro no dia anterior à consulta, enquanto 56% ingeriram algum tipo de comida ultraprocessada.

Alimentos ultraprocessados

Tudo o que é processado. Costumam ser ricos em açúcar, gordura saturada, sódio e pobres em fibras. Além disso, apresentam substâncias químicas em sua composição, como conservantes, aromatizantes e estabilizantes.

Por exemplo, pães; biscoitos; bolos; sorvetes; chocolates; barras de cereal; refrigerantes; hambúrgueres; produtos enlatados; sopas prontas; requeijão e margarina.

O aleitamento materno, segundo os especialistas, deve ser continuado até os dois anos de idade, pois garante uma alimentação adequada, com a presença de ferro e vitamina A. Além deste leite, as crianças devem consumir alimentos in natura ou minimamente processados, conforme recomendação do Ministério da Saúde.

Alimentos in natura ou minimamente processados

São aqueles que não sofrem alteração e nem passam por processos que ainda mantém suas principais características nutricionais.

Por exemplo, arroz; feijão; peixes; carnes (não enlatadas); legumes; verduras; grãos; frutas; cogumelos; leite fresco ou pasteurizado; ovos e café.

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Segundo a pesquisa, as crianças participantes consomem:

32% biscoito recheado

27% macarrão instantâneo

40% bebidas adoçadas 

Para a nutricionista Sara Araújo, da coordenação-geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, “encontrar percentuais tão elevados (de alimentos ultraprocessados) nessa faixa etária é algo bastante preocupante”. A grande preocupação é a criança manter estes hábitos alimentares e prejudicar a saúde no futuro. “Quando a obesidade se manifesta na infância, o risco de se tornar um adulto obeso é aumentado. Há evidências de que, a partir dos seis anos, aproximadamente, uma a cada duas crianças obesas torna-se um adulto obeso, enquanto apenas uma a cada dez crianças não obesas alcança o mesmo desfecho quando adulta”, explica.

Atenção, pais!

A criança já nasce com preferência ao sabor doce. Por isso, é importante evitar adicionar açúcar nas preparações, principalmente nos primeiros anos de vida.

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