Há 70 anos, foi criado o material PET (politereftalato de etileno), usado para fazer garrafas plásticas entre outros objetos. O grande problema enfrentado nos últimos tempos é que a cada ano são produzidas cerca de 50 milhões de toneladas desse material no mundo e ele demora para entrar em decomposição. A reciclagem é ineficaz e o material é pouco biodegradável. Isto só faz com que os aterros sanitários fiquem cada vez mais lotados e o meio ambiente mais poluído.
Mas este quadro está para mudar. Uma excelente notícia publicada na revista Science indica que um organismo denominado Ideonella sakaiensis é capaz de usar o PET como alimento e, consequentemente, transformar o plástico em fonte de carbono.
De acordo com a pesquisa da Universidade Keio, em Yokohama, e de outras instituições japoneses responsáveis pela descoberta, “os dois genes-chaves que permitem à Ideonella sakaiensis processar e comer o PET duas enzimas das quais não se tinha notícia até agora: primeiro, a enzima PETasa sai da bactéria e transforma o PET em um composto intermediário, chamado MHET (mono (2-hidroxietil) tereftalato), que pode ser tragado pela bactéria; então a segunda enzima, a MHET hidrolase, rompe esse composto para gerar os dois compostos básicos (monômeros) com os quais se fabrica o PET na indústria: etilenoglicol e ácido tereftálico. Trata-se de dois derivados do petróleo com os quais se sintetiza o PET, mas a Ideonella sakaiensis os utiliza como alimento, com o que o plástico acaba por desaparecer por completo. O único senão: o processo leva seis semanas”.

As informações são do jornal El País.

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