O Ministério da Saúde declarou hoje (12) emergência em saúde pública de importância nacional por alteração do padrão de ocorrência de microcefalias no país. Embora o aumento de casos tenha sido registrado em Pernambuco, a atenção deve abranger o Brasil inteiro.

Em Pernambuco, houve o registro de 141 casos suspeitos de microcefalia nas últimas semanas. O número alarmante promoveu a adoção de ações do governo assim que este reconheceu ser uma emergência. Desta forma, o Ministério garantiu maior agilidade às investigações dos casos registrados.

Uma equipe do Ministério formada por profissionais epidemiologistas viajou imediatamente para Recife a fim de apoiar as Secretarias de Saúde do Estado e dos municípios nas investigações de campo. O acontecimento também foi comunicado à Organização Mundial de Saúde e Organização Pan-Americana de Saúde, conforme os protocolos internacionais de notificações de doenças.

Os 141 casos suspeitos de microcefalia em Pernambuco neste ano estão muito acima da média até então registrada. Por ano, o Estado registrava por volta de dez casos. Diante da atual situação, crianças e gestantes estão passando por uma bateria de exames clínicos, de imagem e laboratorial, conforme protocolo definido pelo Ministério da Saúde e Secretaria de Saúde de Pernambuco. O ministério ressalta que as investigações estão em andamento e, até o momento, não há definição da causa do agravo, seja infecciosa ou não.

Segundo informações do portal de notícias UOL, há a suspeita de que o surto é uma consequência da contaminação da mãe pelo zika vírus, transmitido pelo Aedes aegypti. A doença chegou ao Brasil neste ano e atingiu principalmente os estados do Nordeste. O Ministério da Saúde afirma que “qualquer conclusão antes da investigação detalhada é precipitada e irresponsável”.

 

Sobre a Microcefalia

É uma condição neurológica rara em que a cabeça da pessoa é significativamente menor do que a de outros da mesma idade e sexo.

Crianças com microcefalia apresentam problemas de desenvolvimento. Não há tratamento para a cura, mas há maneiras de melhorarem o desenvolvimento e a qualidade de vida.

COMENTÁRIOS:

Comente

Deixe aqui sua opinião...