Na última semana, a PNS 2013 (Pesquisa Nacional de Saúde) trouxe dados alarmantes sobre o peso dos brasileiros. Além de informar o alto índice de pessoas com excesso de peso, o estudo trouxe informações sobre a alimentação das crianças: cerca de 32,3% dos menores de 2 anos já tomam refrigerante e suco de caixinha e 60,2% consomem bolacha recheada, biscoitos e bolos industrializados.

O portal da BBC Brasil entrevistou o endocrinologista brasileiro Walmir Coutinho, da World Obesity Federation, sobre os números referentes a saúde das crianças. De acordo com o especialista, caso este quadro continue, o Brasil poderá ser o país mais obeso do mundo em 15 anos.

Mas quais são as razões que levam as crianças a se alimentarem tão mal? Bem, a culpa não fica nas mãos de apenas um grupo específico, mas, sim, de vários: os pais, a escola, a mídia e o governo.

  • Pais: principais responsáveis pela educação, a mãe e o pai são essenciais para ensinar o filho a comer alimentos mais saudáveis; incentivar a reduzir o consumo de produtos industrializados; desde pequeno dar muitas frutas e verduras e realizar refeições mais caseiras, evitando ao máximo a ingestão de gorduras e frituras. É importante também fazer com que as crianças brinquem mais de bola, andem de bicicleta e pratiquem exercícios.
  • Escola: é aqui que as crianças passam o maior tempo do dia, por isso, é preciso incentivar as refeições balanceadas; aumentar o número de alimentos saudáveis nas cantinas; diminuir o número de produtos e comidas gordurosas que são vendidas nas lanchonetes e fazer comidas mais saudáveis em escolas para os alunos que almoçam no colégio. Aumentar o número de aulas de educação física e proporcionar atividades físicas extracurriculares gratuitas.
  • Mídia: a televisão e a internet são os principais meios de comunicação que transmitem propagadas sobre guloseimas com foco no público infantil. Então, muitos educadores acreditam que reduzir ao máximo o número de propagandas que incentivam o consumo de produtos industrializados por crianças ajuda a diminuir o consumo de produtos maléficos à saúde.
  • Governo: responsável por toda a população, o governo precisa aumentar o preço dos produtos industrializados e do fast food; reduzir a taxa de criminalidade para as crianças poderem voltar a brincar nas ruas; divulgar mais a importância em manter uma alimentação saudável, entre outras sugestões legislativas.

Cada um deve fazer a sua parte para evitar que o quadro se agrave. A obesidade pode provocar hipertensão, problemas osteoarticulares, asma, diabetes e impactar o psicológico das crianças, que podem carregar traumas até a vida adulta.

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