A gestão em saúde é responsável por fazer funcionar esse sistema nas esferas federal, estadual e municipal, administrando os serviços e adotando práticas comprometidas com objetivos que buscam a eficiência e a qualidade do atendimento. Logo, a gestão hospitalar também tem o mesmo papel, em escala menor, dentro do hospital ou unidade de saúde.

 Como as instituições de assistência à saúde são compostas pelos mais diversos setores, com equipes multidisciplinares e demandas muito específicas, os profissionais de gestão hospitalar precisam ter conhecimentos em políticas públicas de saúde e administração. Já que, atualmente, as Parcerias Público-Privadas (PPPs) na área de saúde se tornaram comuns. E essas parcerias requerem gerenciamento racional com qualidade, capacidade de investimentos, metas, controles, inclusive social, gerando sustentabilidade e perpetuidade.

Um dos grandes problemas da administração de instituições complexas, como os hospitais, são “vícios” como a corrupção e o desperdício, por isso, a solução destes problemas passa por uma gestão mais profissional e ética.

Um exemplo de gestão hospitalar bem sucedida é a do Hospital Municipal de Mogi das Cruzes (HMMC), em Mogi das Cruzes (SP), que informatizou a gestão da qualidade com o objetivo de oferecer, cada vez mais, um serviço resolutivo aos pacientes e garantir a segurança das informações.

Isso foi feito com a implantação de um sistema que permite a integração dos principais processos de gestão, cuja equipe de funcionários passou por treinamento sobre a operacionalização do sistema. “Esta é mais uma etapa do projeto de acreditação nível 1 da ONA (Organização Nacional de Acreditação)”, declarou Érica Laurindo, gerente do núcleo de Gestão da Qualidade e Segurança do Paciente da Pró-Saúde (www.prosaude.org.br) (Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar).

O gestor hospitalar tem como objetivo delegar funções, evitar falhas de comunicação, escassez ou excesso de empregados, gastos desnecessários ou outros problemas que gerem desperdício, ineficiência, prejuízo à produção ou déficit orçamentário no hospital.

Conforme definido pela Organização Mundial de Saúde (OMS), um hospital é parte integrante de uma organização médica e social cuja missão consiste em proporcionar assistência médica e de saúde completa, tanto curadora como preventiva e cujos serviços chegam ao âmbito familiar. Por isso, o papel da gestão hospitalar é muito amplo e complexo, visando a integração da unidade de saúde como um todo, sem se distanciar dos princípios éticos e legais e sempre considerando que todos os serviços oferecidos são igualmente essenciais.

COMENTÁRIOS:

Comentários

Uma Resposta para “Como funciona a gestão hospitalar?”
  1. Arnaldo Simões Jr. disse:

    Usamos o processo de gestão hospitalar na esfera municipal no sul do Brasil , e acredito que com estes esclarecimentos vão nos ajudar a seguir dando um vetor de orientação positiva ao nosso trabalho.Obrigado.

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