Dar um sorriso amigável é característica de quem vive em país de imigrantes, esta é a conclusão do novo estudo publicado na revista Science. A descoberta explica o comportamento da população americana ser diferente da russa ou chinesa.

Apesar de ser do conhecimento de todos a existência da “emoção cultural” de cada país, a pesquisa realizada pela Universidade de Wisconsin mostrou que o processo de imigração mexeu com essa cultura.

Em países com maior diversidade de estrangeiros há dificuldade de comunicação, graças ao grande número de línguas. Desta forma, o método encontrado pelos povos vindos de outros países para se comunicarem foi a expressão facial.

Para testar esta hipótese, os pesquisadores precisavam mensurar a quantidade de imigrantes nos países. Eles usaram a heterogeneidade histórica, que captura a história dos países migrantes em um único número.

Para comparar estes números, a expressão emocional também foi estudada. Durante a pesquisa, mais de 5000 participantes vindos de 32 países participaram do estudo. A experiência consistia em apresentar situações do cotidiano, como conversa com o chefe e encontro com amigos. Os participantes tiveram que dizer qual seria a reação para cada caso: expressar o real sentimento ou escondê-lo.

A experiência seguinte foi focada apenas no sorriso. Os pesquisadores conduziram um novo estudo com 726 pessoas de nove países, incluindo os Estados Unidos, o Japão e a França. Para eles, foram perguntados quais as razões para alguém sorrir. As opções de respostas eram: “a pessoa é feliz”, “quer vender algo” e “sente-se inferior a você”. A cada razão para sorrir, os participantes deviam dizer se concordavam ou não. Os cientistas compararam os resultados de cada país com o número de imigrantes.

O resultado obtido foi: países com o maior número de imigrantes nos últimos 500 anos são mais propensos a interpretar os sorrisos como um gesto amigável. Já os participantes de países com menos imigrantes ligam o sorriso a hierarquia social.

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