Um estudo realizado pela UNIFESP com adolescentes magros e obesos sugere que estes apresentam maior crescimento facial, como consequência da obesidade.

A pesquisa feita pela fonoaudióloga e coach Patrícia Antoniazi estudou 101 adolescentes na faixa etária de 15 a 19 anos e notou-se um crescimento facial maior entre os obesos do que os com peso normal.

Segundo a fonoaudióloga, os mecanismos que regulam o crescimento e desenvolvimento craniofacial dependem de complexas interações entre genes, hormônios, nutrientes e fatores epigenéticos. Já o desvio do padrão de crescimento pode ser considerado um distúrbio.

A explicação para o desenvolvimento alterado entre os obesos é que o mecanismo ósseo deles apresenta uma aceleração maior, o que pode levar às mudanças precoces no crescimento e desenvolvimento crânio-facial. “Portanto, a obesidade pode ser vista como definitiva na modificação da força muscular e desenvolvimento dos ossos do crânio e da face”, explica Patrícia.

O grande problema está no fato que a largura da face interfere no tempo da mastigação e no tamanho da mordida. Desta forma, a ingestão dos alimentos ocorre em uma alta velocidade, fazendo com que o indivíduo coma mais e sofre, consequentemente, de aumento do peso.

“No grupo de adolescentes obesos observou-se que o menor tamanho da mordida no alimento (menor volume do bolo alimentar) pode determinar maior tempo de mastigação até a deglutição durante a ingestão alimentar. Neste caso, a obesidade na infância e adolescência pode determinar rotos maiores neste período e na vida adulta”, conclui Patrícia.

Para fugir deste problema é necessário manter uma alimentação saudável desde criança para evitar sobrepeso no futuro, às vezes não muito distante.

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