Frequentar as consultas do pré-natal, os exames e os cursos para casais gestantes ajuda a informa ao homem sobre como funciona o trabalho de parto e as possíveis intercorrências, o que, na prática, garante um nascimento mais tranquilo. “Tanto no parto normal quanto na cesariana, o papel dele é essencial para o aporte emocional da mulher, que deve ser feito por meio de ações que a acalme, passe segurança, coragem e confiança”, expõe Caroline Laurindo, enfermeira do Hospital Bom Jesus.
No momento do parto, o lugar do pai deve ser ao lado da mulher – na cabeceira da maca. Nesta etapa, ele deve auxiliá-la com exercícios de respiração, relaxamento e força, com palavras de encorajamento e motivação. “Muitos pais não querem participar porque não sabem muito bem o que esperar, por isso a importância de acompanhar as consultas médicas e tirar as dúvidas sobre o parto”, explica.

Devo assistir ao parto?
Apesar de ser um grande facilitador no momento do parto, o companheiro pode optar por não participar do nascimento do filho. O homem que consegue controlar o nervosismo, por exemplo, passa maior segurança à parceira, porém há outros que ficam tenso e podem atrapalhar tanto a concentração da mulher, quanto o trabalho da equipe médica. “O ideal é que o casal converse sobre as reações do parceiro antes do início do trabalho de parto, para que não ocorra nenhum imprevisto ou desentendimento”, orienta a profissional.
Para os pais que estão seguros em participar do parto e se sentirem impedidos de alguma forma, a Lei 11.108 de abril de 2005 regulamenta a presença do acompanhante. Porém, a mulher também tem o direito de decidir se deseja ou não que o companheiro esteja ao seu lado. “Há mulheres que não querem que o homem veja o momento do nascimento, pois temem a perda da libido”, revela.
Além do consenso entre o casal, deve haver a liberação o médico, que pode vetar a participação do pai nos casos de gravidez de alto risco. “É importante salientar que, além de poder facilitar o processo do nascimento, a presença do pai no parto internaliza e fortalece o vínculo familiar”, finaliza.

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