Passar anos ao lado da mesma pessoa e perdê-la após ter compartilhado a vida é doloroso demais. Esta dor pode motivar um mal denominado Cardiomiopatia Takotsubo, popularmente conhecido como Síndrome do Coração Partido. É uma doença rara e atinge, em 95% dos casos, as mulheres.

Em 2006, o New England Journal of Medicine publicou um estudo sobre a elevação do risco de morte da pessoa que perdeu o cônjuge.  Após cinco anos desta pesquisa, uma nova apontou a elevação das chances do parceiro sobrevivente morrer durante os seis meses seguintes da morte do companheiro.

Essa síndrome ocorre após algum choque, como a tensão do luto ou susto, de forma a provocar o enfraquecimento do músculo cardíaco. Este acontece pela súbita liberação de hormônios, em particular, a adrenalina.

Apesar dos casos registrados serem poucos, o periódico JAMA Internal Medicine publicou um estudo realizado por diversos pesquisadores, entre eles Sunil Shah, da Universidade de Londres, que teve o seguinte resultado: o luto pode ter efeito direto sobre a saúde do coração.

Foram pesquisados idosos que sofreram ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral (AVC) no mês seguinte a morte de um ente querido e compararam com os de idosos que não estavam de luto. Para quem está de luto, tem o dobro de chance de sofrer um ataque do coração.

Muitas pessoas que sofrem da Síndrome do Coração Partido se recuperam. No mundo, apenas pouco mais de 200 casos foram relatados.

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