19168781O excesso de exposição ao sol traz muitas consequências negativas para a pele, o surgimento da chamada “acne solar” é uma delas, decorrência da exposição aguda ao sol, ou queimadura solar. Além de riscos como as manchas de envelhecimento e câncer de pele, estes raios ocasionam espinhas em forma de pequenas “bolinhas” avermelhadas e duras. Segundo Orley Campagnolo, médico dermatologista da Unimed Costa Oeste, este tipo de espinha, típica do Verão, atinge na maioria das vezes os ombros e todo o tórax. “Na época mais quente do ano, pode ocorrer a queimadura solar”, observa. “Essa queimadura provoca um inchaço no orifício da pele por onde é eliminada a secreção sebácea, provocando a retenção do sebo que pode ser agravada pelo uso de hidratantes e fotoprotetores oleosos, levando a uma inflamação do folículo e à acne”, complementa o dermatologista.

Na medida certa

O médico explica que expor a pele ao sol de pouca intensidade, de forma gradativa, pode sim, melhorar a acne em alguns casos. “Isso ocorre, porque em situações de exposição ao sol moderado acontece o inverso: ao invés de causar uma inflamação, há uma descamação ou esfoliação da pele que desobstruem os orifícios foliculares e a radiação solar inibe substâncias pró-inflamatórias, favorecendo uma melhora da acne”, destaca.

O que fazer

O tratamento para acne solar é o mesmo da acne comum: antibióticos em loção/gel ou via oral. Agentes de uso local e esfoliantes para as inflamações também são indicados. “Usar o protetor solar adequado para cada tipo de pele também auxilia na prevenção e no controle deste tipo de acne, uma vez que impede a queimadura e não obstrui o folículo”, complementa. A reaplicação do produto deve ser feita a cada duas horas.

O dermatologista ressalta que em situações de idas à praia ou piscinas – além do protetor solar – o uso de chapéus e roupas leves, também é recomendado. “Não espremer as espinhas é essencial para que a pele se recupere sem cicatrizes”, finaliza.

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