cerebroA cada seis segundos, uma pessoa poderá sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC). De acordo com a Organização Mundial de AVC, a doença é responsável por 6 milhões de mortes a cada ano. Para alertar a população sobre este risco, o Ministério da Saúde, em parceria com as Secretarias Estadual de Saúde da Bahia e de Salvador, além da Academia Brasileira de Neurologia e Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares e Rede Brasil AVC, fechou parceria com os jogadores do clube de futebol Vitória da Bahia e do Corinthians.

Neste domingo (03), em Salvador, durante a 32ª rodada do Campeonato Brasileiro o time paulista entrou em campo carregando a faixa da campanha de combate ao AVC e o time baiano entrou vestido com a camisa da ação, juntamente com outros profissionais da saúde empenhados nesta iniciativa. A partida aconteceu às 17 horas (horário de Brasília), no estádio Manoel Barradas, conhecido como Barradão, em Salvador (BA).

Para encerrar a semana do Dia Mundial de Combate ao Acidente Vascular Cerebral, comemorado no dia 29 de outubro, o Ministério da Saúde, com apoio das entidades parcerias, organizou outras mobilizações como a “Terceira caminhada do Hospital Geral Roberto Santos – rumo a qualidade de vida”.  Desde as 8 horas deste domingo, alunos e profissionais do Hospital Geral Roberto Santos e outras entidades promoveram, no Dique do Tororó, a ação denominada “Todos juntos podemos evitar o AVC”, com objetivo de alertar a população sobre os riscos da doença. O evento contou com aferição da pressão arterial, da glicose e o cálculo do Índice de Massa Corpórea (IMC).

O Ministério da Saúde investe em estratégias para prevenção do Acidente Vascular Cerebral e oferta tratamento para a recuperação e manutenção da qualidade de vida, além de proporcionar cuidados e apoio adequados em longo prazo. Atualmente, 21 hospitais estão habilitados como Centro de Atendimento ao AVC, num total de 218 leitos específicos para atendimento ao AVC junto ao Sistema Único de Saúde (SUS). Com a ampliação do diagnóstico precoce e do atendimento dentro da Rede de Atenção às Urgências é possível reduzir a mortalidade por causa desta doença.

Membro da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia e presidente da Sociedade de Neurocirurgia do Rio de Janeiro, o médico Eduardo Barreto acredita que o desconhecimento da população sobre os sintomas é uma dos maiores dificuldades no combate ao AVC. “Um dos maiores problemas que percebemos é o desconhecimento dos sintomas, que servem como sinal de alerta e, se fossem identificados adequadamente, poderiam evitar verdadeiras catástrofes provocadas pelo AVC”.

blog_piscandoEntre os anos 2000 e 2010 a mortalidade em pacientes com idade abaixo dos 70 anos foi reduzida em 32,6%, saindo de 27,3 mortes para 18,4 para cada 100 mil habitantes.

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*Com informações do Ministério da Saúde e da Agência Brasil

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