19175347Quem está passando pelo tratamento da doença possui mais uma aliada, muitas vezes esquecida. Os exercícios, monitorados por especialistas, ajudam a melhorar as condições físicas para encarar a radioterapia. Além do fortalecimento físico terapêutico, ela ajuda também na recuperação: é comum que a mulher perca, após a mastectomia (cirurgia para a retirada do tumor), a amplitude de movimentos do braço ou que surjam edemas na região. “A fisioterapia auxilia justamente nesses problemas. Um trabalho de fortalecimento muscular local também pode ser importante para ajudar na recuperação da amplitude de movimento”, explica a fisioterapeuta Marina Ribeiro, gestora do portal Fisioterapia.com.

A profissional alerta que as sessões devem acontecer antes e depois da cirurgia, pois a prática é essencial para que os braços voltem a se movimentar normalmente. “A quantidade de sessões depende da extensão da cirurgia e do envolvimento da paciente, mas, em casos complexos, o tratamento costuma a demorar, pelo menos, 12 atendimentos”, explica.

As sessões são muito importantes durante a radioterapia, na qual as mulheres precisam manter o antebraço atrás da cabeça. Sem as devidas precauções o movimento pode ser muito doloroso, Maria Goreti Favoreto Ribeiro (55), descobriu há dois anos a doença e conta que a desinformação das pacientes é a maior causa desse problema “Vi muitas mulheres sentindo essas dores, então ia ensinando alguns exercícios que eu aprendi nas sessões de fisioterapia”. Ela iniciou os atendimentos dez dias após a cirurgia, “Depois da cirurgia é como se o braço tivesse morrido: fica preso, grudado ao corpo. Mas por conta desse tratamento fui retomando os movimentos e, quando chegou a hora de fazer a radioterapia, eu não sofria por isso”, lembra. Maria está finalizando o tratamento com medicamentos e passa bem.

Denise Dias Xavier, coordenadora da pós-graduação em Fisioterapia Dermatofuncional e Cosmetologia da Faculdade Inspirar, explica que as dores acontecem, pois, a radioterapia queima os tecidos, causando o enrijecimento da pele, superficial ou profundo, e limitando ainda mais os movimentos, “Temos exercícios preventivos e técnicas de terapias manuais que melhoram a função do braço”. Conclui Denise.

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