pressão_aparelhoAo sentir tontura ou dor de cabeça, quantos de nós, muitas vezes não nos deparamos com a fala: é pressão alterada? Popularmente conhecida como pressão alta ou baixa, a Hipertensão e a Hipotensão apresentam características similares e devem ser observadas.

A primeira, por sua vez, é considerada doença crônica e requer tratamento. “A pressão alta geralmente sinaliza sintomas quando já se encontra em estado avançado ou quando há um aumento repentino”, observa José Afrânio Davidoff Junior, cardiologista da Unimed Costa Oeste. “Indícios como: tontura, dor de cabeça, dor no peito, zumbido no ouvido e perda de sangue nasal também podem aparecer”, complementa o médico.

Já a pressão baixa é mais frequente em dias quentes e, além da tontura e das dores de cabeça, a hipotensão, traz a sensação de fraqueza, boca seca, sonolência, sensação de desmaio e enjoo.

Fique de olho

Quando estes sintomas aparecerem, a dica é ficar alerta e procurar o auxílio de um profissional. O diagnóstico é realizado por meio do esfigmomanômetro, um aparelho que indica a medida da pressão ao comprimir a artéria branquial. “A média, geral, é de 12 por 8, no entanto, cada caso deve ser analisado. Afinal, os hábitos e a genética também podem influenciar nestes números”, orienta o médico. “Por isso, recorrer aos chás e sal para aumentar ou diminuir a pressão podem ser paliativos, mas contém riscos, pois os dois tipos de pressão, pois possuem características similares”.

Tratamento

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) de 2013, a Hipertensão está relacionada a 45% dos casos de ataques cardíacos e 51% das ocorrências de Acidente Vascular Cerebral (AVC). Por ser uma doença que não tem cura, a hipertensão é controlada por meio de acompanhamento médico. “O tratamento por meio de medicamentos deve ser aliado às mudanças nos hábitos de vida como: diminuir o sal, controlar o estresse e o peso. Medir a pressão arterial com frequência e anotar os valores para passar para o médico é importante para que ele possa avaliar os resultados”, detalha.

Já no caso da pressão baixa, a solução é descobrir a sua causa. De acordo com o cardiologista, o tratamento nem sempre consiste no uso de medicamentos. “Antigamente existiam medicamentos para elevar a pressão, mas não ajudavam muito. Atualmente o tratamento consiste em atacar a causa básica, ou seja, aumentar a quantidade de líquidos no caso de desidratação, evitar exposição ao calor em excesso e se alimentar a cada três horas”, finaliza Davidoff.

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