Superação! É essa a mensagem que o projeto Mulheres de Peito quer transmitir. Inspirado no livro Força na Peruca – Tragédias e Comédias de um Câncer, escrito por Mirela Janotti que conta sua história de superação de um câncer de mama, quatro profissionais de comunicação formaram o grupo Mulheres de Peito com o objetivo de levar mensagem positivas as mulheres que vivenciam esta doença.

O projeto iniciou-se com a produção do documentário Mulheres de Peito e se estende ou adapta para as mais diversas plataformas de mídia, ampliando o alcance da mensagem e gerando grande visibilidade para os apoiadores e patrocinadores.

Em 2011 o grupo Mulheres de Peito estabeleceu parceria com o Grupo Brasileiro de Estudos do Câncer de Mama (GBECAM) que passou a fornecer ou validar as informações médicas-científicas apresentadas no projeto. Parte da renda apurada pelo projeto será revertida para a realização de estudos clínicos que o GBECAM desenvolve.

Para saber mais sobre o projeto e o documentário,  que retrata o drama e a história de superação de cinco mulheres que falam abertamente sobre o câncer de mama, o Blog da Saúde conversou com um dos realizadores do projeto, Sergio Lopes. Confira:

1. No site vocês dizem que a idéia surgiu através do livro Força na Peruca. A partir daí, como fizeram para viabilizar essa idéia e torná-la realidade?

R: Somos uma produtora de conteúdo multiplataforma que desenvolve diversos projetos que procura levar “valor de entretenimento ou de informação” para produtos, marcas ou serviços (e acrescentaria “ideias” aqui). Formamos um grupo de 4 pessoas incluindo a Mirela que escreveu o Força na Peruca que se uniu quando uma amiga comum nos apresentou. Ela falou que o livro estava ajudando muitas pessoas a superarem momentos difíceis e queria fazer mais. Lemos o livro e começamos a formatar um projeto que começaria com um documentário, mas teria o conceito “transmídia” que leva o espectador a diferentes experiências em diversas plataformas de mídia.

Por isso dizemos que foi inspirado no livro, mas a partir daí fizemos algo novo. Pesquisamos mais de 60 mulheres para que tivéssemos diferentes histórias de diferentes mulheres em diferentes fases de vida e situação financeira, para que o maior número de espectadoras se identificassem com as histórias.

Uma vez formatado o projeto, identificamos o Grupo Brasileiro de Estudos do Câncer de Mama como uma instituição que poderia validar as questões técnicas abordadas e que pudéssemos reverter as eventuais receitas geradas com as ações. Estabelecemos parceria com eles e deixamos de ser um projeto. Viramos uma causa. Conheça o GBECAM: http://www.gbecam.org.br/

Após abordar indústrias farmacêuticas e relacionadas a comportamento feminino e muitas conversas com emissoras de TV conseguimos o investimento necessário à produção (foram 3 anos). Montamos site e página no Facebook para começar a nos relacionar com as pessoas e comunidades que se interessam pelo tema.

2. Por que motivo esse tema se tornou relevante para vocês a ponto de se debruçarem sobre ele e iniciarem a ação?

R: Eu acredito que cada um de nós tenha suas razões para se envolver com o tema. No meu caso, iniciou com um interesse profissional. Minha produtora que é associada a outra produtora já estabelecida há mais de 15 anos estava começando e o projeto me parecia atraente como produto áudio visual. Com as pesquisas e começando a conhecer as mulheres, foi surgindo um envolvimento de solidariedade em todos nós para entender pelo que estavam passando aquelas pessoas, como elas lidavam com as dificuldades, etc. Acompanhamos tratamentos, cortes de cabelo, histórias de amor e superação. Todos perceberam ter alguma pessoa próxima que passou por isso.

3. Como vocês escolhem os temas dos vídeos? E as mulheres que vão retratar?

R: Ao pesquisar o assunto, os temas vão brotando e você vai formando um painel. Focamos o lado humano, as questões familiares, as mudanças de rumo que a doença provoca na vida das pessoas, mas sempre visando o exemplo de superação. A capacidade de enfrentar o desafio e se renovar. As mulheres foram surgindo através de pesquisas, mas em determinado ponto, as pessoas que nos conhecem começaram a indicar pessoas conhecidas.

4. O câncer de mama é um assunto muito delicado, e vocês estão lidando com mulheres que vivenciam esse drama. Têm algum psicólogo que ajuda vocês na forma de abordar o assunto?

R: Além do GBECAM que nos dá informações técnicas, estatísticas e orientações sobre a doença e as principais opções de tratamento, contamos com duas psico-oncologistas do Instituto Chronos que, além de nos dar muita orientação fizeram depoimentos esclarecedores para a audiência abordando questões como referências sobre como gerenciar as relações interpessoais, adaptação à situação buscando manter a essência feminina e a produtividade além de desmistificar o câncer de mama como sentença de morte e alimentar o otimismo no enfrentamento da doença.

5. Qual é a principal mensagem que vocês querem transmitir com o projeto?

R: Ao tratar do câncer de mama são muitos os aspectos que acabam sendo abordados, mas eu escolheria a palavra SUPERAÇÃO para definir o que queremos transmitir.

  • O Mulheres de Peito foi adquirido pela Globosat e está sendo exibido e reexibido nos seus canais à cabo.
  • Foi aprovada na Lei Rouanet a produção de uma peça de teatro “Mulheres de Peito” que está em fase de captação.
  • Está em negociação uma exposição interativa formatada para espaços de grande circulação de público.
  • Há o projeto de uma edição única de revista “Mulheres de Peito” em parceria com o Estúdio MOL que produz a Revista Sorria (Droga Raia)
  • Está sendo formatado o documentário “Mulheres de Peito 2”

COMENTÁRIOS:

Comentários

2 Respostas para “Mulheres de Peito”
  1. Jessica disse:

    Lindo projeto! Infelizmente o câncer de mama é uma realidade na vida de milhares de mulheres, e produções como essa são uma iniciativa incrível para ajudar na sua superação.

    Fascinou-me a ideia de "transmídias" levantada por Sergio Lopes: com a difusão tecnológica e de informação principalmente através de mídias e redes sociais, é extremamente estratégico fazer um projeto que faça uso de todas essas mídias. Acaba sendo um trabalho de conscientização e ajuda muito mais amplo e participativo, pois tem um engajamento social que só as mídias online proveem.

    Parabéns!!

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