É estranho, em pleno século XXI, falar em direitos das mulheres. Depois de tantas conquistas realizadas nos dois últimos séculos, muitas ainda sofrem com a falta de controle sobre o próprio corpo e com as desigualdades entre os gêneros.

Para aderir às celebrações do Dia Internacional da Mulher, 08/03, reunimos histórias inspiradoras de gente que luta para fazer valer esses direitos. Entre elas, muitas mulheres, mas também homens como o economista brasileiro Sérgio Besserman, que diz que o desenvolvimento sustentável só será possível se for mais feminino.

1) Homem de verdade não bate em mulher

No Brasil, estima-se que uma em cada cinco mulheres já sofreu violência dentro de casa. Para chamar a atenção para o problema e acabar com o estigma de que a Lei Maria da Penha é contra os homens, a campanha “Homem de Verdade Não Bate em Mulher”, lançada em 01/03 pelo Banco Mundial, tem a adesão de dez brasileiros famosos.

2) “A burca não é uma jaula”

Considerada uma das dez melhores artistas do Afeganistão, Shamsia Hassanigrafita as ruas de Cabul para mostrar que “a burca não é uma jaula”. Aos 25 anos, a artista de rua acredita que a liberdade não é o que vestimos, mas “o que decidimos, o que dizemos, o que fazemos para estarmos confortáveis e para termos paz”.

Para esta jovem professora de arte da Universidade de Cabul, mudar o sentido da burca com a arte para mostrar mulheres felizes é uma forma de mudar como as pessoas enxergam a mulher. Ela não se engana: existem outros grandes problemas em sua sociedade. Mas crê que, mesmo com a burca, as mulheres podem fazer de tudo: estudar, trabalhar, fazer arte e muitas outras atividades.

Por ser mulher, seu trabalho como artista é complicado: a reação negativa das pessoas – inclusive de outras mulheres – e os problemas de segurança são alguns dos motivos que a impedem de pintar seus grafites em ruas que não conhece.

3) “Garotas não são tão inocentes”

Mais conhecida como Maria João Barbosa, a webdesigner e ilustradora portuguesaLuna Kirsche exalta a “feminilidade não esterotipada” com seu recente trabalho criativo “Girls aren’t so innocent”. Para a artista, que sempre cria desenhos arrojados e com muita personalidade, as mulheres devem ser retratadas sem tabus para que a imagem preconcebida que algumas pessoas têm das mulheres não motive preconceitos e discriminação.

Com muita cor, sensualidade e tatuagens, as mulheres retratadas por Luna têm longos cabelos armados, usam corpete e cinta-liga e tem símbolos – de diversas culturas – espalhados pelos cabelos, pela pele ou pelas roupas. Todas podem ser vistas em seu site.

4) Até que a morte os separe

Para sensibilizar a população de Portugal sobre a violência contra mulheres, a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima lançou, no final do ano passado, uma campanha que inclui retratos de duas vítimas. Ambas apresentam marcas da agressão e estão vestidas de noiva. Ao lado das imagens, a frase “até que a morte nos separe”, que sugere o crescente número de mulheres assassinadas por seus maridos.

5) Contra o tráfico de mulheres

É contra o universo pavoroso do tráfico humano para exploração sexual – terceira maior fonte de renda ilegal do mundo e também a que mais cresce – que luta a jornalista brasileira Priscila Siqueira. “Muita gente ainda duvida de que esse comércio exista ou fica indiferente, talvez acreditando que o problema é grande demais para ser enfrentado”, declarou a autora do livro Tráfico de Mulheres: Oferta, Demanda e Impunidade em entrevista à revista Claudia, na edição de abril de 2009.

Para se ter ideia da dimensão do problema, na reportagem Priscila cita o depoimento de um cafetão canadense que declarou publicamente que preferia vender mulheres a drogas e armas porque as últimas só se vendem uma vez – e a mulher pode ser revendida até morrer, ficar louca ou se matar.

Conhece outras histórias ou iniciativas inspiradoras em prol dos direitos das mulheres? Compartilhe com a gente pelos comentários. FELIZ DIA DA MULHER!

 
 
Fonte: Planeta Sustentável

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