Um caso inédito de cura de um bebê recém-nascido infectado com o vírus da Aids ganhou o noticiário internacional neste fim de semana e encheu os corações de todos com esperança. A descoberta poderia mudar o futuro de muitas crianças, se o tratamento for realmente eficaz a todos os recém-nascidos infectados.

De acordo com o jornal The New York Times, o bebê, nascido na zona rural do Mississippi, Estados Unidos, em outubro de 2010, foi tratado de forma agressiva com medicamentos antirretrovirais cerca de 30 horas após o nascimento, algo que normalmente não é feito.

O jornal O Globo relata o caso como “o primeiro documentado de ‘cura funcional’ – quando a presença do vírus é tão mínima que ele se mantém indetectável pelos testes clínicos padrões”. Ainda segundo o jornal, a criança submetida ao tratamento quando recém-nascida tem hoje 2 anos e meio e não toma o medicamento há um ano, sem sinais de infecção.

Uma hipótese é que as drogas mataram o vírus antes que pudesse estabelecer “um reservatório escondido” no bebê. Uma das razões de não poder curar as pessoas agora é que o vírus se esconde em um estado dormente, fora do alcance das drogas existentes. Quando a terapia de droga é interrompida, o vírus pode surgir de seu esconderijo.

A exemplo das publicações citadas acima, outras também ressaltam que ainda é preciso muitos estudos para comprovar a eficácia do tratamento nas primeiras horas de vida de um bebê infectado com o HIV.  A notícia da cura foi anunciada pela Dra. Deborah Persaud, principal autora do relatório, durante uma conferência sobre retrovírus, em Atlanta, nos Estados Unidos, em 25 de fevereiro de 2013.

  • A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que 330 mil bebês tenham sido infectados em 2011. Dados mais recentes indicam que mais de 3 milhões de crianças no mundo estão vivendo com HIV.
Veja também a história de Timothy Ray Brown, o homem que foi curado da Aids.
 Fontes: jornal O Globo e The New York Times

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