Muitos homens podem se surpreender com a notícia de que o autoexame, amplamente defendido por médicos e campanhas de saúde, não é exclusividade feminina. Da mesma maneira que as mulheres devem tocar os seios à procura de anomalias, os homens devem fazer o autoexame testicular mensalmente.

De acordo com Dr. Daher Chade, urologista do Instituto do Câncer de São Paulo e do Hospital Sírio Libanês, o autoexame testicular tem a função de encontrar nódulos, inchações e dores dentro do escroto ou próximo aos testículos.

“O hábito de conhecer o seu próprio corpo é muito importante para a detecção precoce de diversas doenças. Os tumores de testículo são pouco frequentes em relação a outros problemas de saúde, mas são dos principais no jovem. É preciso ficar atento para identificar o problema o quanto antes”, afirma. Uma vez detectado, um médico deve ser procurado imediatamente.

Apesar da baixa incidência de casos – três a cinco para cada grupo de 100 mil indivíduos – o câncer de testículos tem como agravante ser mais comum entre jovens em idade produtiva.

“Por atingir majoritariamente pessoas entre 15 e 50 anos de idade, sexualmente ativas, há chances de se confundir ou mascarar o câncer com outras doenças que podem ser transmitidas através do sexo ou mesmo com infecções”, adverte o urologista.

Preste atenção a alguns sinais: fatores como histórico familiar de tumores, lesões e traumas na região, condições hereditárias, atrofia e criptorquidia (testículo fora da bolsa escrotal, frequentemente encontrado na região inguinal) podem aumentar as chances de se adquirir a doença.

Já disfunções como alteração no tamanho dos testículos, dor testicular e/ou abdominal, sensibilidade, sensação de peso na região e endurecimento anormal de alguma porção do testículo constituem sintomas do problema.

O exame físico é a melhor maneira de se detectar precocemente a doença. Para tal, devem-se seguir alguns passos: 

  1. Em pé, verificar a existência de alterações na pele escrotal;
  2. Examinar cada testículo com ambas as mãos, os posicionando entre os dedos indicador, médio e polegar e fazendo movimentos giratórios;
  3. Encontrar o epidídimo, pequena estrutura presente na parte de trás dos testículos, identificando-o para que não se confunda com uma massa suspeita;
  4. Procurar por áreas endurecidas e nodulações.

Dr. Daher reforça que, na presença de qualquer irregularidade, é necessário consultar um médico especialista. Quando detectado em seu estágio inicial, o câncer de testículo é fácil de ser curado e altamente responsivo aos tratamentos disponíveis atualmente. “Exames médicos complementares auxiliam no diagnóstico precoce da doença e determinação do tratamento ideal, porém o exame clínico é fundamental e preciso”, completa.

Fonte: Dr. Daher Chade, Urologista do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo e Presidente do departamento de urologia da Associação Paulista de Medicina / Assessoria de imprensa

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