Sentimentos de felicidade, euforia e até mesmo tristeza afetam diretamente o cérebro e também podem afetar a saúde do coração. No programa Bem Estar desta segunda-feira (17), o endocrinologista Alfredo Halpern e o psiquiatra Daniel Barros explicaram como o corpo reage a essas grandes emoções.

Segundo o endocrinologista Alfredo Halpern, para quem já tem problemas de coração, é indicado inclusive o uso de medicamentos para prevenir complicações ainda maiores em situações que deixam os sentimentos à flor da pele. Geralmente, em momentos de muita ansiedade e nervosismo, é comum que a pessoa tenha crises de dor de cabeça, pressão alta e suor pelo corpo.

É o que aconteceu com os torcedores do Corinthians, que foi Campeão Mundial neste domingo (16). Segundo o psiquiatra Daniel Barros, o estímulo prazeroso causado pela felicidade libera dopamina e endorfina no cérebro, trazendo a sensação de bem-estar, a mesma que a pessoa sente após fazer atividade física. Dependendo da experiência, a dopamina faz o corpo querer repetir o evento, ou seja, é o mesmo mecanismo do prazer e do vício.

Após o período de emoção intensa, em que a adrenalina é liberada, vem geralmente o momento de cansaço por causa da carga de estresse pela qual a pessoa passou. Por outro lado, existe a depressão, que causa alterações nas regiões pré-frontais do cérebro, relacionadas ao raciocínio e planejamento. Além disso, aumenta a atividade nas áreas responsáveis pela dor e ligadas à ameaças em geral. Por causa disso, o corpo entende que algo ruim está acontecendo e, nesses casos, pode provocar o choro.

A dica do psicólogo do esporte Eduardo Cillo para quem precisa controlar as emoções é prestar atenção no fluxo respiratório já que a ansiedade está ligada diretamente ao nível de oxigênio que o corpo absorve. Por isso, se a respiração for muito curta, o organismo absorve pouco oxigênio e a pessoa fica mais ansiosa.

Outro recurso utilizado na hora das grandes emoções por grande parte das pessoas é o palavrão. De acordo com o endocrinologista Alfredo Halpern, existem estudos que mostram que, quem fala palavrão diante de uma situação intensa, sente menos dor. Isso acontece porque o palavrão é uma liberação de agressividade, que faz diminuir os sintomas da ansiedade e nervosismo.

Para o psiquiatra Daniel Barros, a recomendação para quem quer evitar esses momentos de grande adrenalina é aprender a controlar a ansiedade de uma maneira geral, não apenas diante de eventos específicos, para que nos momentos de emoção, a pessoa já saiba a maneira de se manter estável emocionalmente.

Fonte: Bem Estar

 

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