A produção de etanol tendo a mandioca como matéria-prima já foi objeto de estudos nas décadas de 1970 e 80, mas esta opção acabou descartada pelos pesquisadores por conta da baixa produtividade da raiz no campo. Hoje, esse quadro mudou, o que possibilitou uma nova avaliação da ideia.

Raiz e resíduos da mandioca são comparáveis aos oferecidos pela cana-de-açúcar.

Um estudo para um mestrado da Faculdade de Engenharia Mecânica (FEM) analisou o potencial da mandioca para fins de etanol, bem como a caracterização dos resíduos da planta e seu aproveitamento na geração de eletricidade e vapor para autossuficiência energética de uma usina produtora do combustível.

Foram dois anos de pesquisa para demonstrar que o montante de resíduos produzidos pela planta, além de gerar a energia para a manutenção de uma usina de produção de etanol a partir do amido de mandioca, proporciona a geração de energia elétrica excedente, passível de ser vendida ao mercado.

“Este excedente de eletricidade é muito superior à praticada atualmente pelas usinas de açúcar e álcool. E, considerando a produção de energia e de biocombustível, a mandioca possui índices comparáveis aos da cana-de-açúcar”, assegura o engenheiro agrônomo João Paulo Soto Veiga, autor da tese.

Publicação
Dissertação: “Aproveitamento de resíduos de campo da cultura da mandioca (Manihot Esculenta CRANTZ) para cogeração de energia no processo de produção de etanol de mandioca”
Autor: João Paulo Soto Veiga
Orientador: Waldir Antonio Bizzo
Unidade: Faculdade de Engenharia Mecânica (FEM)
Fonte: Matéria Jornal Unicamp, leia na íntegra aqui

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