Há dados que apontam o aumento da obesidade entre jovens e adolescentes (como já divulgamos aqui no blog), mas não é necessário números para essa constatação que ‘salta aos olhos’. Tanto é que o Ministério da Saúde decidiu reduzir a idade mínima para a cirurgia bariátrica no Sistema Único de Saúde (SUS), conhecida como redução de estômago. Segundo informações do Ministério, desde 2003, o número de cirurgia bariátrica saltou de 1.773 para 5.332 (em 2011), representando aumento de 200%.

A cirurgia, entretanto, só é realizada como último recurso para perda de peso, segundo orientação do próprio Ministério. O paciente entre 16 e 65 anos deve passar por avaliação clínica e cirúrgica e ter acompanhamento com equipe multidisciplinar durante dois anos. Nesse período, o paciente é submetido a uma dieta e, se os resultados não forem positivos em relação a esse e outros métodos convencionais, a cirurgia é recomendada.

O Índice de Massa Corporal (IMC) – razão entre o peso e o quadrado da altura – determina se o paciente faz parte do quadro indicado para realização da cirurgia bariátrica, que é maior que 40kg/m² em pessoas com mais de 18 anos (idade prevista para mudar). Ela também pode ser realizada em pacientes que estiver entre 35kg/m² e 40kg/m² e apresentar diabetes, hipertensão, apneia do sono, hérnia de disco entre outras doenças agravadas pela obesidade.

Nova técnica de cirurgia bariátrica será incorporada pelo SUS
Hoje o SUS autoriza três técnicas: Gastroplastia com Derivação Intestinal; Gastrectomia com ou sem Desvio Duodenal; e Gastroplastia Vertical em Banda. Esta última será substituída por apresentar significativo índice de recidiva de ganho de peso por parte do paciente. No lugar desta técnica está prevista a inclusão da Gastrectomia Vertical em Manga (Sleeve), um dos novos procedimentos bariátricos que tem recebido aceitação global, com bons resultados em múltiplos centros em vários países.

De acordo com o Ministério, também há novidade na cirurgia plástica reparadora pós-operatória. Além da oferta da dermolipctomia abdominal – cirurgia plástica reconstrutiva do abdome para correção dos excessos de pele -, o SUS pretende realizar a cirurgia dermolipectomia abdominal circunferencial pós-gastroplastia. Trata-se de cirurgia plástica reconstrutiva do abdome e da região posterior do tronco, realizados em um único ato cirúrgico para correção dos excessos de pele. Além das novas técnicas haverá a inclusão do procedimento ‘Acompanhamento por Equipe Interdisciplinar pré-cirurgia bariátrica’.

COMENTÁRIOS:

Comente

Deixe aqui sua opinião...