Os genéricos vêm cumprindo o papel social de ampliar o acesso aos medicamentos, funcionando como porta de entrada para o mercado farmacêutico.  “Quem antes não podia comprar medicamento, começa pelos genéricos”, diz Telma Salles, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (ProGenéricos).

De janeiro a junho deste ano, foram comercializados 321 milhões de medicamentos genéricos contra 264 milhões do mesmo período de 2011. O crescimento foi de 21,7%.

O conjunto das indústrias fabricantes de genéricos realizaram vendas que somaram R$ 5,1 bilhões contra R$ 3,8 bilhões nesse mesmo comparativo.

Desde que surgiram no mercado, em 2001, os genéricos geraram economia de R$ 28 bilhões aos consumidores brasileiros. Com preços em média 50% mais baratos que os medicamentos de referência, os genéricos também funcionam como reguladores de preços e demanda.

A ProGenericos estima crescimento na casa dos 25% em 2012.

Apesar do resultado, os genéricos ainda não beneficiam amplamente as populações das regiões centro-oeste, nordeste e norte do País. A participação desses estados nas vendas do segmento é inferior à média nacional.

Sobre os genéricos

Os genéricos são cópias de medicamentos inovadores cujas patentes já expiraram. No Brasil, a regulamentação deste tipo de medicamento se deu em 1999, com a promulgação da Lei 9.787.

A produção dos genéricos, que custam em média 45% menos que os medicamentos de referência, obedece a rigorosos padrões de controle de qualidade. Conforme determina a legislação, só podem chegar ao consumidor depois de passarem por testes de equivalência farmacêutica e bioequivalência, estes últimos realizados em seres humanos.

*Com informações da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (ProGenéricos).

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