Degustar uma taça de vinho pode proporcionar mais que prazer e bem-estar. Ao bebermos vinho tinto lentamente, em pequenos goles, sentindo o sabor, nosso cérebro se beneficia do resveratrol, substância presente nas uvas que ajuda a prevenir a deterioração das células neurais. É comprovado que, em pequenas quantidades, previne doenças cardiovasculares, diabetes e alguns tipos de câncer.

Uma substância em especial tem revelado grande potencial terapêutico: o resveratrol, molécula presente na casca de uvas pretas e rosadas e um dos ativos não alcoólicos encontrados na bebida.  A molécula reduz os sintomas de doenças relacionadas à idade, como o diabetes 2, aponta estudo da Escola de Ciências Biomédicas da Universidade de Queensland, na Austrália. A substância pertence ao grupo das sirtuínas, família de enzimas que agem na regulação energética e no envelhecimento das células.

Se o vinho for bebido de forma lenta as chances de absorção pelo sangue aumentam, através das membranas mucosas da boca, até 100 vezes.

Brasil - A equipe coordenada pelo químico André Souto, da Pontifícia Univer­sidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), trabalha no desenvolvimento de um fármaco contra diabetes com base no resveratrol, que além de encontrado na uva, está presente em quantidade 100 vezes maior também na hortaliça popularmente conhecida como azedinha (Rumex acetosa). No entanto, ainda são necessários mais estudos para saber se é possível produzir remédios a partir da planta.

Outra pesquisa aponta que o resveratrol pode aumentar os níveis da enzima hemeoxigenase (HEOX), conhecida por proteger as células neurais contra perda progressiva de função neurológica causada pelo entupimento (isquemia) ou rompimento (hemorragia) de vasos sanguíneos cerebrais.

Além disso, a bebida tem sido associada também à diminuição de doenças inflamatórias agudas como a septicemia (infecção grave do organismo por germes patogênicos).

Beba com moderação. Vale ressaltar que as quantidades de resveratrol na bebida variam com o tipo de vinho. Ainda são necessárias mais pesquisas para esclarecer qual tipo é mais adequado para consumo e quais as quantidades indicadas.

O tema é amplamente estudado por diversas escolas: Escola de Ciências Biomédicas da Universidade de Queensland, na Austrália; Universidade do Texas; Pontifícia Univer­sidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS); Escola de Medicina Johns Hopkins, em Maryland; Centro de Pesquisa Biomédica da Universidade de Glasgow; Journal of Neuroscience/ Experimento do Departamento de Psiquiatria da Escola de Medicina Monte Sinai, em Nova York.

*Com informações da revista Mente e Cérebro.

COMENTÁRIOS:

Comentários

2 Respostas para “Degustar vinho pode fazer bem ao cérebro”
  1. solidworks disse:

    Vinho além de saboroso faz bem à saúde. As pessoas deveriam ser mais estimuladas a fazerem o uso terapêutico dessa saborosa bebida.

  2. Claudia disse:

    Tenho tomado suplementos de resveratrol a conselho de minha dermatologista. No Brasil, não encoontro, mas compro na loja Diva Spa Shop, eles entregam em vários países.
    Segue a dica http://www.divaspashop.com

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