Sabia que a poluição atmosférica gera problemas na gravidez? Além de aumentar a quantidade de bebês com baixo peso e a ocorrência de prematuros, nova pesquisa indica que a exposição à poluição pode aumentar o risco de desenvolvimento de aterosclerose em pessoas predispostas.

A doença é inflamatória e enrijece e obstrui os vasos sanguíneos pela formação de placas de gordura. Seu agravamento ao longo dos anos pode causar problemas como infarto, acidente vascular cerebral e trombose.

Segundo o estudo de Mariana Matera Veras, da Faculdade de Medicina da USP, mesmo os indivíduos que adotarem uma dieta saudável, com baixos teores de gordura, ainda terão maiores riscos devido à exposição à poluição.

Para chegar a estas conclusões, Veras utilizou camundongos geneticamente modificados para serem predispostos a aterosclerose. Notou-se que os animais que receberam a dieta rica em gordura foram os menos atingidos pelo efeito da poluição, já que esta foi obscurecida pela alimentação, disse a pesquisadora.

Já entre os camundongos com dieta balanceada, aqueles expostos à poluição durante a gestação apresentaram placa aterosclerótica três vezes maior que a observada no grupo controle.

Nos camundongos expostos aos poluentes apenas após o nascimento, a placa foi sete vezes maior e, quando somadas à exposição gestacional e a pós-natal, o aumento foi de 13 vezes.

“Os dados sugerem que a poluição funciona como um fator de modificação do ambiente uterino. A poluição pode programar esses animais, fazendo com que tenham maior risco de desenvolver aterosclerose mesmo que após o nascimento adotem dieta balanceada e vivam em um local com ar puro”, disse Veras à Agência Fapesp.

O estudo pode ser conferido aqui.

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