Imagem: Divulgação R7

A Anvisa divulgou ontem (02) o resultado das análises laboratoriais feitas em 306 amostras de próteses mamárias da marca PIP (Poly Implant Prothèse). Os implantes foram alvo de críticas e alertas no começo deste ano. Acusados de romperem com facilidade e de conter um gel com substâncias cancerígenas, os implantes PIP foram proibidos de serem comercializados no Brasil.

De acordo com o diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, o teste comprova a fraude realizada pela empresa fabricante dos implantes. Quase metade (41%) dos lotes testados foram reprovados no quesito resistência. Além disso, as análises revelaram uma falta de padrão entre os lotes da marca. Ou seja, a resistência da prótese varia de lote para lote, o que demonstra uma falta de controle de qualidade no processo de fabricação.

Por outro lado, os testes apontaram ausência de toxicidade no silicone que compõe os implantes. Caso haja o rompimento do implante, o gel que entrará em contato com o organismo não é tóxico e nem letal para as células do corpo. Esse resultado é um indício de que o material não é carcinogênico.

As orientações dadas em janeiro pela Anvisa e Ministério da Saúde continuam valendo para mulheres com implantes de silicone: sentindo desconforto ou anormalidade, procure o seu médico para uma avaliam. Lembre-se que o monitoramento da cirurgia é uma rotina necessária em todos os casos, principalmente das pessoas que utilizam a prótese PIP por ter maior risco de ruptura.

De acordo com as orientações divulgadas, cada caso deve ser avaliado pelo médico do usuário que fará as recomendações necessárias, conforme definições do Ministério da Saúde. A necessidade de troca deve levar em consideração aspectos como o histórico de saúde da paciente e a detecção de ruptura ou de vazamento do gel.

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