A partir de certa idade, as mulheres começam a passar por exames periódicos de mamografia, ultrassom de mamas e até ressonância magnética, a fim de prevenir o câncer de mama. Quanto mais cedo se detecta essa doença, maior a chance de cura e menos agressivos são os tratamentos.

O câncer de mama é caracterizado pelo desenvolvimento anormal e atípico das células do seio. A divisão e reprodução celular desregulada dão origem a um tumor que, ao crescer, substitui o tecido saudável. Em diagnósticos tardios, existe o risco de ocorrer metástase, que é quando o câncer de mama migra para outro local do corpo.

Quando os resultados dos exames preventivos são recebidos pelo ginecologista e existe alguma suspeita de célula cancerígena, a mulher é encaminhada para um médico mastologista, especializado em mamas. A ansiedade é grande para o paciente que está com suspeita de câncer. O mastologista irá analisar os resultados do exame e pode solicitar uma biópsia a fim de diagnosticar a natureza da lesão.

Ao receber nas mãos o resultado de uma biópsia indicando a palavra “carcinoma” ou, mais raramente, “sarcoma” ou “doença de paget”, a primeira reação da mulher que sabe que tais termos designam câncer é a de não acreditar; logo após, o nervosismo toma conta, e ela não sabe por onde começar. O que fazer? Ligar para o ginecologista? Voltar ao mastologista? Como aguentar a ansiedade até uma próxima consulta? Qual é o estágio desse tumor e quais são as chances de cura? Terei que fazer a tão temida quimioterapia? Terei que me afastar do trabalho? Aviso a família agora? Ou espero até a consulta? Todas essas perguntam passam pela cabeça. Para piorar, na Internet as informações médicas corretas não são facilmente decifráveis por leigos e há informação incorreta aos montes.

Uma mulher que foi à luta

De acordo com Celina Moreira* (o nome da paciente foi modificado para proteger sua privacidade), paulistana de 38 anos que passou recentemente pelo problema, sua reação imediata foi ligar para o mastologista a fim de conseguir uma consulta o mais breve possível. Já no dia seguinte ao recebimento do resultado da biópsia que constatava “carcinoma ductal in situ grau I”, ela passou pelo especialista. Ela conta:

“Ao ler o termo carcinoma, mal pude acreditar. Por que comigo? Ao mesmo tempo, senti uma grande força interior que me impulsionava a agir e buscar soluções o mais rápido possível”.

O mastologista a informou que seria necessária uma cirurgia conservadora do seio (boa notícia), mas que deixaria uma cicatriz considerável e que a reparação estética só seria possível em alguns anos. Além disso, ele aventou a possibilidade de radioterapia e quimioterapia após a cirurgia e hormonioterapia com o medicamento tamoxifeno (antagonista hormonal), caso seu tumor tivesse “receptores hormonais positivos”. Os tratamentos seriam passados posteriormente por um oncologista (especializado em câncer). Celina decidiu então procurar um hospital referência em oncologia.

Após consulta com o mastologista oncologista do centro especializado, a lâmina do material coletado no laboratório foi encaminhada para uma revisão pelo hospital, que confirmou o carcinoma in situ em estágio muito inicial. Logo após, um exame imunohistoquímico melhorou bastante seu prognóstico: a lesão não continha células de carcinoma ductal in situ, e sim lobular in situ, que é um tumor de baixa proliferação. Também chamado de neoplasia lobular, o carcinoma lobular in situ não é um câncer verdadeiro, e sim um marcador de risco: Celina estaria num grupo de mulheres com maior risco de desenvolvimento futuro de um câncer invasivo.

No seu caso específico, a terapêutica foi uma cirurgia simples de remoção do nódulo (biópsia excisional), sem dano estético ao seio, e possivelmente o uso por cinco anos do medicamento tamoxifeno. Celina não teve que passar por radioterapia ou quimioterapia e, atualmente, está avaliando seus riscos futuros e os prós e contras da utilização do medicamento junto com a equipe médica responsável.

Não se desespere!

A grande maioria dos casos nos quais se diagnostica um câncer de mama não é tão simples quanto o de Celina. No entanto, ele serve para mostrar que não é preciso se desesperar ao receber o diagnóstico. Cada caso é um caso. Os tumores “in situ”, ou seja, que não invadiram tecidos vizinhos, têm os maiores índices de cura. Mesmo assim, se livrar de um tumor invasor também é possível.

Atualmente, atingir a cura do câncer de mama é mais possível do que jamais foi. Necessário é manter o equilíbrio emocional para agir com rapidez. Na cidade de São Paulo, alguns dos maiores e melhores hospitais especializados em câncer aceitam tanto pacientes com convênios médicos como do SUS (Sistema Único de Saúde). Apenas depois de uma bateria de exames fica definido, para o caso específico, quão agressiva será a cirurgia e se serão necessários tratamentos radioterápicos e quimioterápicos. Mulheres, mantenham a cabeça erguida por que a luta pela saúde é uma luta nobre.

COMENTÁRIOS:

Comentários

4 Respostas para “O que fazer ao receber o diagnóstico de câncer de mama”
  1. Acredito que, na suspeita ou confirmação de câncer, o melhor conselho é manter a tranquilidade. Claro que isso é extremamente difícil e a mulher fica louca em pensar nas possibilidades que se abrem à sua frente (na maioria, negativas). No entanto, é preciso fazer o que o médico indica e esperar pelos resultados. Qualquer outra atitude é desnecessária e não irá resolver o problema.

  2. Alice Santos disse:

    A calma é o elemento chave neste tipo de situação.

  3. wilma augusto disse:

    neste momento calma é o principal mais é quase impossivél manter a calma nesye momento
    parece que estamos em um campo minado!!!

  4. Claudia disse:

    O melhor é manter a calma e buscar informações na internet. Achei mais um site que pode ajudar mulheres nessa fase: http://www.batalhadoras.org.br/artigo/13/conviven

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