O ser humano está altamente ligado aos seus bens materiais, influência de uma sociedade capitalista. Essa relação é tão forte que quando perdemos dinheiro ou sentimos qualquer insegurança no mundo financeiro, o risco de sofrermos um ataque cardíaco se eleva 5,4%.

A alarmante estatística foi feita em um estudo argentino intitulado “A crise financeira e econômica na Argentina: um novo fator de risco para mortalidade cardiovascular?” que foi publicado na revista de cardiologia. Os pesquisadores analisaram os índices de mortalidade por infarto e acidente vascular cerebral (AVC) junto com as variações do PIB do país ao longo dos anos.

Entre 1998 e 2002, época em que a Argentina esteve em recessão e seu PIB se reduziu em 25%, a taxa de mortalidade por doenças cardíacas subiu 5,4%. Em 1999, houve 3.027 mortos a mais que em 1997, ano antes da crise. Dentre elas, 2.379 são de infartos.

O Ministério da Saúde da Argentina ressalta que “a incerteza econômica gera pânico e estresse na população”. O estudo explica que “esse estresse gera um aumento significativo da frequência cardíaca e da pressão arterial com o aumento da demanda miocárdica por oxigênio e com a ruptura de placas de colesterol que obstruem a circulação sanguínea”.

A conclusão do estudo? Crises econômico-financeiras podem ser consideradas como um novo fator de risco psicossocial para doenças cardiovasculares.

COMENTÁRIOS:

Comentários

Uma Resposta para “Crises econômicas são um fator de risco para doenças cardiovasculares”
  1. Estudo interessantíssimo, é bom saber que equipes médicas apontam mais um exemplo de que fatores emocionais interferem na nossa saúde. Crise econômica, riscos de perder dinheiro no mercado financeiro, medo de dívidas. Isso não é brincadeira. Conter os anseios consumistas e viver deforma leve, ainda é o melhor remédio para uma vida feliz.

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