Quem já assistiu o seriado “House M.D.” deve conhecer uma fala típica do Dr. House: “It´s not lupus” (não é lúpus). A convicção do médico de que nenhum de seus pacientes tinha a doença foi-se embora no episódio em que o diagnóstico realmente era lúpus. Os portadores da doença recebem apoio da OMS (Organização Mundial de Saúde) ao terem um dia próprio no calendário, 10 de maio, o Dia Mundial do Doente com Lúpus.

A característica marcante do lúpus é a autoagressão. O sistema imunológico, responsável por defender o corpo, se torna contra ele e ataca os tecidos do próprio organismo como pele, fígado, coração, pulmão, rins e cérebro. É como se fosse uma batalha interna, gerada por você mesmo contra você mesmo.

Embora suas causas não sejam conhecidas, fatores genéticos, hormonais e ambientais estão associados ao desenvolvimento da doença. Estudo feito pelo Hospital das Clínicas de São Paulo aponta a radiação solar como um agente dos primeiros surtos, sendo que muitos ocorrem após viagens à praia e longos períodos de exposição ao sol. Em geral, o lúpus atinge mais o sexo feminino, em uma proporção de 9 mulheres para cada homem.

Não existem testes ou exames definitivos que detectam o lúpus, por isso algumas mudanças corpóreas podem ser essenciais para diagnosticar a doença. Entre elas estão úlceras na boca, manchas avermelhadas na pele (normalmente na região das bochechas e nariz), fotossensibilidade, dor nas juntas e lesão renal seguida de hipertensão.

Infelizmente, uma cura para a doença ainda não foi apresentada, mas pessoas que se tratam adequadamente têm condições de levar uma vida normal e manter a qualidade de vida. O tratamento para o lúpus visa controlar e reprimir a doença. São usados medicamentos sintomáticos e imunossupressores que diminuem a ação do sistema imune do paciente.

Algumas medidas para prevenir crises agudas da doença são recomendadas para portador de lúpus: deve-se evitar a exposição solar e o uso de bloqueador solar (fator acima de 30) é obrigatório, além de deixar hábitos não saudáveis como fumar e ingerir álcool. Também é importante evitar aglomerações e locais susceptíveis a infecções sempre que possível.

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