Do investimento total, R$ 7 milhões serão aplicados em editais de pesquisa abertos ainda este ano, segundo Ministério da Saúde.

De R$165 milhões que serão investidos em pesquisas em 2012, R$15 milhões vão para uma área inovadora da saúde, segundo o ministro da saúde Alexandre Padilha: a produção de células-tronco.

A terapia celular ainda não é reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina brasileiro, o uso em pacientes só é permitido no âmbito das pesquisas clínicas. A exceção é o uso das células-tronco derivadas da medula óssea humana, que já vêm sendo empregadas com sucesso no tratamento de pacientes com hematológicas, como leucemias e anemias, segundo Ministério da Saúde. Em países como a Inglaterra, Austrália, Canadá, China, Japão, Holanda, África do Sul, Alemanha e outros países da Europa, já é permitido fazer uso das células-tronco.

No Brasil, existem 8 Centros de Tecnologia Celular, sendo que 3 deles estão em atividade (Curitiba, Salvador e Rio Preto) e 5 estão em construção. Esses centros já auxiliaram na evolução de estudos na área de traumatismo da medula espinhal, diabetes e problemas cardíacos.

A célula-tronco é importante por sua capacidade de se desenvolver em qualquer tipo de célula ou tecido de um organismo, tornando-a promissora para o tratamento de doenças degenerativas. Elas podem ser encontradas nos primeiros estágios da formação de um organismo (embrionárias) ou em certas partes do corpo como medula, sangue e fígado (adulta).

Algumas doenças que seriam beneficiadas com a utilização das células tronco embrionárias são:

Câncer – para reconstrução dos tecidos;
Doenças do coração – para reposição do tecido isquêmico com células cardíacas saudáveis e para o crescimento de novos vasos;
Osteoporose – por repopular o osso com células novas e fortes;
Doença de Parkinson – para reposição das células cerebrais produtoras de dopamina;
Diabetes – para infundir o pâncreas com novas células produtoras de insulina;
Cegueira – para repor as células da retina;
Danos na medula espinhal – para reposição das células neurais da medula espinal;
Doenças renais – para repor as células, tecidos ou mesmo o rim inteiro;
Doenças hepáticas – para repor as células hepáticas ou o fígado todo;
Esclerose lateral amiotrófica – para a geração de novo tecido neural ao longo da medula espinal e corpo;
Doença de Alzheimer – células-tronco poderiam tornar-se parte da cura pela reposição e cura das células cerebrais;
Distrofia muscular – para reposição de tecido muscular e possivelmente, carreando genes que promovam a cura;
Osteoartrite – para ajudar o organismo a desenvolver nova cartilagem;
Doença autoimune – para repopular as células do sangue e do sistema imune;
Doença pulmonar – para o crescimento de um novo tecido pulmonar.

COMENTÁRIOS:

Comentários

Uma Resposta para “Produção nacional de células-tronco recebe R$15 milhões de investimento do governo”
  1. Marco disse:

    Boa tarde. Gostaria de receber maiores informações sobre células-tronco para INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA. Em que pé estão as pesquisas? Para quando poderemos esperar que o tratamento venha a ser liberado para humanos?
    Muito obrigado pela matéria, estávamos, os doentes renais crônicos, precisando dessa injeção de ânimo.

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