Assim como a música de Mozart ajuda na detecção de câncer de cólon durante a colonoscopia, a música de Verdi aumenta o índice de sucesso de transplantes cardíacos. Os vários ritmos e sons são poderosos em surtir efeitos variados no corpo.  Como visto na matéria “A música mais relaxante que uma massagem”, ela é capaz de provocar a diminuição do ritmo cardíaco, reduzir a pressão sanguínea e diminuir os níveis de cortisol.

Ratos que tiveram transplante de coração de doadores não relacionados – ou seja, a rejeição do órgão era premeditada – sobreviveram mais ao escutar “La Traviata” de Verdi do que aqueles que ouviram músicas populares.

Uma semana após a operação, os ratos continuamente escutaram a opera La Traviata de Verdi, uma seleção dos concertos de Mozart, música da Enya e outras canções variadas. Os expostos a opera tiveram os melhores resultados – sobreviveram uma média de 26 dias. Os que escutaram Mozart ficaram logo atrás com 20 dias. Os que ouviram Enya sobreviveram por 11 dias e o grupo de canções variadas apenas 7 dias.

O estudo foi feito no Hospital-Universidade Masateru Uchiyama de Juntendo, em Tóquio, Japão. A equipe testou os efeitos da música clássica em ratos surdos também, reforçando a probabilidade de que foi o ato de ouvir a música, e não outro fator como sentir as vibrações da canção, que fez a diferença.

A música clássica aparentemente diminui a rejeição do órgão, pois acalma o sistema imunológico. Os ratos possuíam uma concentração menor de interleucina-2 e interferon gamma – ambos que promovem a inflamação – e níveis mais altos de substâncias que moderam inflamações, como a interleucina 4 e 10.

Agora, a equipe quer verificar se o fenômeno pode ser usado para melhorar o índice de sucesso de transplantes em pessoas.

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