Em reunião realizada ontem pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), foi decidido em unanimidade a retirada dos cigarros com sabor do mercado brasileiro. Os prazos para a indústria seguir as novas regras são de 18 meses para os cigarros e 24 meses para os demais derivados de tabaco, como os charutos, cigarrilhas e fumo para narguilés.

Os aditivos são usados para atrair a juventude ao vício do cigarro. Os sabores mascaram o gosto ruim, ajudando assim a desenvolver a dependência, segundo a agência. Cerca de 60% dos jovens experimentam cigarros com sabor, sendo eles de chocolate, menta, canela, cravo e frutas. As marcas com sabor representam 22% das que atuam no Brasil e 3% dessas são mentolados.

Algumas substâncias doces aumentam a ação da nicotina, fazendo com que fumar seja mais viciante, segundo a agência. Entretanto, o açúcar não foi proibido da produção do tabaco, pois faz parte do processo de produção de algumas marcas.

Em entrevista com 17 mil estudantes, realizada pela Fundação Oswaldo Cruz, 75% deles concordaram com a proibição de aditivos para diminuir a atratividade de produtos para fumar. Um dado interessante, disponibilizado pela Anvisa:

“No Brasil, o tabagismo é responsável pela morte de 200 mil pessoas todos os anos. Atualmente, existem cerca de 25 milhões de fumantes e 26 milhões de ex-fumantes em nosso país. A prevalência de fumantes é de 17,2% da população de 15 anos ou mais.”

Outra novidade está relacionada à embalagem de produtos derivados do tabaco. Qualquer expressão que leve o consumidor a equivocar-se sobre os teores contidos no produto estão proibidos. São o caso de termos como: ultra baixo teor, baixo teor, suave, light, soft, leve, entre outros. Isso já é regra para os cigarros desde 2001.

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