18 mil pessoas desaparecem todos os anos em São Paulo.

13.460 queixas já foram contabilizadas, só em SP, de janeiro a agosto deste ano.

200 mil pessoas desaparecem no Brasil a cada ano.

35 mil delas são crianças.

Onde elas estão?

Talvez a criança que você vê andando na rua seja uma delas. Talvez aquela que entra no hospital em busca de ajuda esteja entre as desaparecidas. Nunca se sabe.

Conselho Federal de Medicina (CFM) - Campanha na luta em busca de crianças desaparecidas

Com esse pensamento, o Conselho Federal de Medicina pede a atenção dos 370 mil médicos do país para uma campanha na luta em busca das crianças desaparecidas.

Serão cartazes pendurados em postos de saúde, páginas na internet e e-mails para chamar a atenção não só dos médicos, mas também da sociedade a este grande problema.

O objetivo é trazer informações aos pais para evitar que se tornem pais de crianças desaparecidas e pedir aos médicos que mantenham-se atentos, pois qualquer paciente pode ser aquela criança perdida.

Observar semelhanças com os pais, sinais de agressão e comportamento da criança com a família são algumas orientações nos hospitais, prontos-socorros e clínicas do país. Outra recomendação indicada pelo Conselho é que os médicos sempre confiram os documentos do menor e dos responsáveis.

Não esperem 24 horas para denunciar um desaparecimento é o conselho primordial passado para os pais nesta campanha. “Os brasileiros têm um mito de que é necessário aguardar 24 horas para fazer a denúncia. Este tempo é crucial para encontrar uma criança desaparecida”, alertou o 1º vice-presidente do CFM, Carlos Vital Corrêa Lima.

Ter acesso ao Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas é a principal iniciativa para ampliar um esforço coletivo e de âmbito nacional para a busca e localização de crianças, adolescentes e adultos.

“A entidade pede que a categoria médica fique atenta aos retratos que estejam neste cadastro, pois as pessoas podem passar por uma unidade de saúde e precisar de um tratamento médico”, apontou Henrique Batista, coordenador e secretário-geral da Comissão de Assuntos Sociais do CFM.

Dicas de segurança aos médicos

Foto: Getty Images

(fonte: Conselho Federal de Medicina)

1- Ao atender uma criança, fique atento aos seguintes procedimentos:
2 – Peça a documentação do acompanhante. A criança deve estar acompanhada dos pais, avós, irmão ou parente próximo. Caso contrário, pergunte se a pessoa tem autorização por escrito.
3- Procure conhecer os antecedentes da criança. Desconfie se o acompanhante fornecer informações desencontradas, contraditórias ou não souber as perguntas básicas.
4- Analise as atitudes da criança. Veja como ela se comporta com o acompanhante, se demonstra medo, choro ou aparência assustada.
5- Veja se existem marcas físicas de violência, como cortes, hematomas e grandes manchas vermelhas.

Dicas de segurança para os pais

1 – Nos passeios manter-se atento e não descuidar das crianças;
2 – Procurar conversar todos os dias com os filhos, observar a roupa que vestem e se apresentam comportamento diferente;
3 – Procurar conhecer todos os amigos do seu filho, onde moram e com quem moram;

Foto: Getty Images

4 – Acompanhá-los a escola, na ida e na volta, e avisar o responsável da escola quem ira retirar a criança;
5 – Colocar na criança bilhetes ou cartões de identificação com nome da criança e dos pais, endereço e telefone, orientar a criança quanto ao uso do cartão telefônico, bem como fazer chamadas a cobrar para pelo menos três números de parentes, e avisá-los desta orientação;
6 – Não deixar as crianças com pessoas desconhecidas, nem que seja por um breve período de tempo, pois muitos casos de desaparecimento ocorrem nestas circunstâncias;
7 – Fazer o mais cedo o possível a carteira de identidade;
8 – Manter em local seguro, trancado e distante do alcance das crianças arma de fogo, facas, qualquer objeto ou produto que possa colocar a vida delas ou outras pessoas em risco;
9 – Orientar as crianças a não se afastar dos pais e fiscalizá-las constantemente;
10- Ensiná-las a sempre que estiverem em dificuldade a procurar uma viatura policial, ou um policial fardado (PM ou Guarda Municipal), e pedir ajuda;
11- Evitar lugares com aglomeração de pessoas;
12- Perdendo a criança de vista, pedir imediatamente ajuda a populares para auxiliar nas buscas e avisar a polícia.

Para obter mais informações sobre a campanha, acesse aqui.

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