Eu não quero falar sobre a temperatura, trânsito ou compartilhar links legais nas redes sociais. Eu quero falar sobre os meus problemas gastrointestinais.

Se você compartilha da opinião acima, pode se cadastrar ao My.Microbes. Mas a finalidade do projeto vai muito além do desabafo de um intestino preso.

O programa sem fins lucrativos convida as pessoas a terem suas bactérias do intestino sequenciadas por cerca de € 1.500. Atuando tanto como rede social e como banco de dados de DNA, o site oferece um lugar para as pessoas compartilharem dicas de dieta, histórias e problemas gastrointestinais com os outros. Em troca, os pesquisadores esperam reunir uma riqueza de dados sobre as bactérias que vivem nos intestinos das pessoas.

Segundo os pesquisadores, os micróbios vivem na gente e em torno de nós o tempo todo, contribuindo com aproximadamente 2 kg de massa corporal (sério). A maioria deles é essencial para a nossa saúde e para vivermos em equilíbrio. Porém, quebrar este equilíbrio pode ter várias consequências, como a obesidade ou doenças inflamatórias intestinais. Saber quais micróbios vivem em nós pode levar a criação de dietas personalizadas, diagnóstico precoce e tratamento de doenças.

A mesma equipe de pesquisadores mostrou no início deste ano que as pessoas caem em um dos três grupos ou “enterotypes”, quando se trata da genética de bactérias de seus intestinos. Um dos autores do projeto, o bioquímico do Laboratório Europeu de Biologia Molecular na Alemanha, Peer Bork, conta que recebe muitos e-mails de pessoas com problemas no estômago ou diarreia pedindo ajuda.

Até agora, a equipe encontrou ligações entre certos marcadores genéticos específicos do intestino, obesidade e outras doenças. E eles suspeitam que esses marcadores no intestino podem afetar como as pessoas reagem a diferentes drogas e dietas.

O grupo tem o cuidado de não fazer promessas aos participantes do projeto. A pesquisa ainda está no começo, e não há relação comprovada entre os três diferentes grupos encontrados e remédios para tratar o problema. Mas os pesquisadores esperam que o projeto ofereça uma recompensa de dados. Os participantes terão acesso a seus próprios dados, mas todos os resultados públicos serão anônimos.

Procedimento

Depois de se registrar no site, os participantes do estudo recebem um pacote de informação e um kit de amostra de fezes. Eles enviam por correio as amostras de volta para um laboratório em Paris, onde o DNA é extraído e enviado ao laboratório na Alemanha para dar sequência ao estudo.

O custo real de sequenciamento do genoma do intestino é de cerca de € 2.000 por pessoa, diz Bork. Os participantes são convidados a contribuir com pelo menos 1.451 euros do que custa, mais frete.

Cerca de 130 pessoas se registraram com interesse no projeto, embora nem todos estes tenham se comprometido com o preço salgado. Os pesquisadores estimam que será necessário cerca de 5.000 participantes para o estudo ser significativo.

Agora que você já sabe tudo, basta acessar a rede: my.microbes.eu/

COMENTÁRIOS:

Comentários

Uma Resposta para “Nem Twitter, nem Facebook, vou me cadastrar no My.Microbes”

Comente

Deixe aqui sua opinião...