Entre as décadas de 1920 e de 1950 não havia nenhum controle sobre a publicidade do cigarro. Então, por décadas, a indústria do tabaco utilizou diversos recursos da propaganda para dizer que “fumar é bom”.

Os efeitos nocivos ocasionados pelo vício foram omitidos e era comum ver profissionais da área de saúde, estrelas de Hollywood, atletas de elite e até crianças ilustrando os anúncios de diversas marcas e enfatizando os seus supostos “benefícios”.

Atualmente, a propaganda de cigarro é proibida em vários países, inclusive no Brasil, e sabemos que o fumo causa inúmeros danos à saúde, mas houve um tempo em que fumar estava associado às melhores práticas da vida.

Ao explorar e analisar essa propaganda enganosa, professores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, organizaram uma exposição com imagens desse período, pertencentes originalmente à coleção da Smithsonian Institution de Washington, aberta em 2007 e já exibida em São Francisco, Boston, Nova York, Filadélfia e Nova Orleans.

Agora a mostra – intitulada aqui no Brasil como “Propagandas de cigarro – como a indústria do fumo enganou as pessoas” – poderá ser conferida no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), onde 90 peças estarão expostas à visitação.

O objetivo da exposição é explicitar como a indústria do tabaco manipulou informações, utilizando falsas verdades para camuflar o fato de que seus produtos provocam graves problemas de saúde, como enfisema pulmonar.

“O consumo de produtos derivados do tabaco é responsável por 30% das mortes de pacientes oncológicos. Essa realidade precisa mudar – e as mudanças só acontecem por meio da conscientização, exatamente o que propõe esta exposição”, avalia o diretor geral do Instituto, Paulo Hoff.

Tabagismo

Dados do Icesp mostram que 60% dos fumantes diagnosticados com câncer não conseguem largar o cigarro, mesmo após descobrirem a doença. Além disso, de todos os atendimentos realizados no Instituto, 35% dos pacientes, ou um em cada três, afirmam ser tabagistas no momento em que ingressam na unidade para realizar o tratamento.

O tabagismo é um sério problema de saúde pública no mundo. O hábito desencadeia diversas doenças cardiovasculares e respiratórias, sem contar que é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de diversos tipos de câncer.

Confira algumas das imagens que estão disponíveis no site oficial da exposição, da Stanford School of Medicine:

Crianças e temas familiares:

Celebridades de Hollywood e do esporte fizeram do cigarro um símbolo de status e saúde:


Profissionais da saúde recomendam e atestam o fumo:


E nem o Papai Noel escapou…


A mostra é gratuita, aberta ao público e ficará exposta no hall de entrada do Icesp até o dia 14 de outubro.
O Icesp fica na Av. Dr. Arnaldo, 251 – Cerqueira César – próximo ao metrô Clínicas, em São Paulo.

Agora a mostra – intitulada aqui no Brasil de “Propagandas de cigarro – como a indústria do fumo enganou as pessoas” – poderá ser conferida no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) onde 90 peças estarão expostas à visitação.

O objetivo da exposição é explicitar como a indústria do tabaco manipulou informações, utilizando falsas verdades para camuflar o fato de que seus produtos provocam graves problemas de saúde, como enfisema pulmonar e câncer.

“O consumo de produtos derivados do tabaco é responsável por 30% das mortes de pacientes oncológicos. Essa realidade precisa mudar – e as mudanças só acontecem por meio da conscientização, exatamente o que propõe esta exposição”, avalia o diretor geral do Instituto, Paulo Hoff.

Tabagismo

Dados do Icesp mostram que 60% dos fumantes diagnosticados com câncer não conseguem largar o cigarro, mesmo após descobrirem a doença. Além disso, de todos os atendimentos realizados no Icesp, 35% dos pacientes, ou um em cada três, afirmam ser tabagistas no momento em que ingressam na unidade para realizar o tratamento.

O tabagismo é um sério problema de saúde pública no mundo. O hábito desencadeia diversas doenças cardiovasculares e respiratórias, além de ser um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de diversos tipos de câncer.

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